No início da semana, o CriptoFácil relatou que o Brasil seria o primeiro país a receber o sistema de pagamentos do WhatsApp. Para isso, a empresa fechou parceria com os bancos Nubank, Sicredi e Banco do Brasil. Além disso, Cielo e Mastercard também fecharam essa parceria.
No entanto, algo chamou a atenção: a ausência de grandes bancos. Por exemplo, os dois maiores bancos do país (Itaú e Bradesco) ficaram de fora. O banco Santander também não participou. Com isso, os clientes desses bancos não terão acesso à nova função, ao menos por ora.
A medida causou estranheza. Afinal, o WhatsApp possui 120 milhões de usuários no Brasil, cerca de 60% da população. Esse é um enorme mercado a ser explorado. Então, por que os grandes bancos não entraram.
Infraestrutura sobrecarregada e temores da concorrência
Na verdade, Bradesco, Itaú e Santander chegaram a fazer parte do grupo de bancos. No entanto, os três resolveram sair faltando um mês para o lançamento. A saída foi simultânea.
De acordo com o portal NeoFeed, os bancos afirmaram que suas equipes de TI estavam sobrecarregadas por conta do coronavírus e não conseguiriam dar conta da integração com a plataforma do Facebook. Eles também alegaram preocupações com a segurança dos dados de seus clientes.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
No entanto, as razões podem ser outras. Nos bastidores, fala-se que as grandes instituições financeiras não querem dar munição ao WhatsApp, visto que seu sistema de pagamentos poderia prejudicar suas operações. Eles já estão pedindo que o Banco Central (Bacen) analise a solução à luz da lei de meios de pagamento.
Outro ponto levantado é que os bancos devem se concentrar na PIX, plataforma de pagamento instantâneo do Bacen que entrará no ar em novembro.
E, de fato, o Bacen foi rápido nesse sentido. Em nota ao site Convergência Digital, a instituição disse que notou grande potencial de integração do WhatsApp com o seu sistema, o PIX. Porém, deixou claro que poderá adotar medidas caso perceba ameaças do WhatsApp ao seu novo sistema.
Leia também: Banco Central oficializa sistema de pagamentos instantâneos e marca o fim de TED e DOC
Leia também: Pesquisa mostra que 45% dos Millennials preferem Bitcoin a ações e ouro
Leia também: Previsão de déficit piora e Brasil só deve ter contas positivas em 2033