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Para evitar interferência russa, Irlanda quer proibir doações em Bitcoin para políticos

Para evitar interferência russa, Irlanda quer proibir doações em Bitcoin para políticos
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O governo da Irlanda quer evitar o uso de Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas nas eleições locais. Para isso, a lei deve proibir que candidatos e partidos políticos recebam doações por esses meios.

A nova proposta foi elaborada por Darragh O’Brien, ministro de Habitação e Patrimônio irlandês, que supervisiona as eleições e a lei eleitora. O’Brien reuniu uma força-tarefa para recomendar leis para manter a integridade eleitoral, e a proibição está na pauta.

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Conforme explicação do ministro, a lei tem como alvo a Rússia e sua possível interferência nas eleições locais. O exemplo das eleições dos Estados Unidos em 2016 levou os irlandeses a tomar medidas de proteção nesse sentido.

Influência russa nas eleições

O ministério demonstra preocupação que a Rússia eventualmente lance ataques cibernéticos e campanhas de desinformação emanando dos atores alinhados pela Rússia. A atitude seria utilizada como represália pelas sanções imposta ao país pela União Europeia, da qual a Irlanda faz parte.

De acordo com O’Brien, a força-tarefa iniciou suas atividades em janeiro, mas o parecer foi dado este mês. “Há um conjunto abrangente de recomendações para construir um arcabouço legal e digital contra interferência externa em nossas eleições”, disse.

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Além de proibir as doações de criptomoedas, as novas regras atingem doações em outras moedas. Nesse sentido, o governo pretende endurecer os requisitos para doações estrangeiras. Com isso, os partidos seriam desincentivados a buscar doadores fora da Irlanda.

No campo da guerra digital, o projeto dá ao governo poder sobre conteúdos publicados em redes sociais. Ou seja, exigir que o conteúdo seja removido das plataformas, por exemplo.

Exemplo de 2016

O objetivo do governo irlandês é evitar que hackers russos e agentes de inteligência manipulem de alguma formas as eleições. Nesse sentido, os EUA são o grande exemplo. Durante a eleição de 2016, a Rússia foi acusada de comprar anúncios no Facebook e manipular dados em prol da candidatura de Donald Trump, que viria a ganhar a eleição.

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De acordo com a comunidade de inteligência dos EUA -, que inclui a CIA, o FBI e 15 outras agências – uma operação de mídia financiada pelo governo, era “a principal saída de propaganda internacional do Kremlin”.

A principal acusada neste caso é a RT America, agência governamental da Rússia focada exclusivamente na campanha. Os EUA acusam até mesmo influencers de criptomoedas, já que a RT America teria financiado o “The Keiser Report”, apresentado pelo maximalista de BTC Max Keiser.

Portanto, Keiser é apontado fazia parte de uma falsa campanha de notícias dirigida pelo presidente Vladimir Putin. No entanto, as autoridades não encontraram provas do envolvimento de Keiser, que é apenas uma especulação.

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