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Banco central dos EUA não descarta altas mais fortes nas taxas de juros

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O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) divulgou a ata referente à sua última reunião, na qual aumentou a taxa de juros dos EUA em 0,75%. E o documento deixou o mercado em alerta, já que o Fed considera aumentar ainda mais a intensidade da elevação dos juros.

A última elevação dos juros já foi a maior dos últimos 28 anos, mas não deve parar por aí. O Fed não descarta um novo aumento de 0,75% ou até maior, chegando a 1%. Com isso, a taxa de juros da economia estadunidense superaria os 2% ao ano.

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Juros mais altos a caminho

De acordo com o documento, a alta da reunião anterior teve como base a piora nas condições econômicas. Especificamente, o Fed cita a inflação persistente como justificativa para a maior elevação individual nos juros.

“As perspectivas econômicas justificavam um movimento em direção a uma política monetária restritiva. E caso as pressões inflacionárias persistam, há a possibilidade de que mesmo uma postura ainda mais restritiva seja necessária”, disse a ata.

Em contraste com atas passadas, o documento atual trouxe uma postura clara e ativa do Fed, que, de acordo com seus executivos, deve se posicional de forma inequívoca. Portanto, o banco central não quer deixar dúvidas ao mercado: seu objetivo primário é o controle da inflação.

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Mas além da interpretação de uma nova alta que possa chegar a 1%, a ata do Fed também pode representar a continuidade deste ciclo. Ou seja, que os juros altos vieram para ficar e assim será enquanto a inflação não der sinais de queda.

Impactos dos juros na economia

Atualmente, o índice de inflação estadunidense (CPI) é de 8,6% nos últimos 12 meses, mas a taxa de juros é de apenas 1,5% a 1,75%. Isto é, os EUA, na prática, estão com juros negativos em pelo menos -6,85% ao ano.

Quem busca investir em títulos de dívida dos EUA ou na renda fixa está, na prática, perdendo dinheiro, pois o poder de compra da moeda é destruído pela alta inflação. Por isso que o Fed está adotando esta nova política para evitar que os preços continuem a subir como resultado da perda de valor do dólar.

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Por outro lado, se os juros aumentam demais, a economia é quem sai prejudicar, visto que os custos para obter empréstimos crescem. Com custos mais altos, as empresas não conseguem captar dinheiro e podem ter dificuldades para investir.

Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original, sobre a Ata do Fed, teceu alguns comentários sobre a ata do Fed. Segundo o executivo, o documento atendeu a visão do mercado, que de fato esperava um banco central mais contracionista em sua política.

Caruso classificou a ata do Fed como “dura” e que, com base nas palavras dos membros do Fed, é possível que o banco surpreenda o mercado com um novo (e forte) aumento recorde dos juros.

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“Antes de tudo, devemos ter em mente que a expectativa era de uma Ata com viés hawkish (enviesada a mais juros). Basta lembrar que o Fed tinha 50 pontos-base como cenário básico para aquela decisão e, de última hora, acelerou para 75 pontos-base com sinalizações não oficiais via noticiário. E, de fato, é um documento com tom duro. Reconheceram a possibilidade de que uma postura ainda mais restritiva pode ser apropriada (+100?) e os riscos de uma inflação mais “entrincheirada” e não citaram em nenhum momento o termo “recessão”.

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