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Autoridades da Turquia determinam apreensão de ativos “suspeitos” da FTX

Autoridades da Turquia determinam apreensão de ativos "suspeitos" da FTX
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A exchange FTX voltou a sofrer um novo golpe, dessa vez na Turquia. De acordo com informações oficiais do governo turco, as autoridades estão tentando apreender “ativos suspeitos” associados à bolsa de criptomoedas falida FTX.

Junto com essa tentativa, as autoridades turcas também abriram sua investigação pessoal contra o fundador da plataforma, Sam Bankman-Fried (SBF). Ou seja, a Turquia junta-se aos Estados Unidos e às Bahamas na lista de países que investigam a FTX e seu ex-CEO.

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Crimes e lavagem de dinheiro

A nova investigação partiu do do Conselho de Investigação de Crimes Financeiros da Turquia, conhecido pela sigla MASAK em turco. O órgão buscou a aprovação do Ministério Público de Istambul para iniciar “uma investigação por vários crimes” contra a FTX.

Conforme explicado na nota do MASAK, a principal investigação envolve o crime de “lavagem de valores de propriedade decorrentes do crime”. No documento, o órgão pede o “confisco de bens suspeitos”, de acordo com a lei local.

Desde a segunda-feira (14), quando começou o colapso da FTX, o MASAK também investiga a unidade local da bolsa, a FTX Turquia. As investigações em curso mostraram que a empresa “não preservou devidamente a confiança” dos clientes, e que as autoridades têm “uma forte suspeita de crime” cometidos.

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As acusações visam sobretudo a figura de SBF, que segundo o MASAK controla “direta ou indirectamente” as entidades e pessoas através do qual a exchange opera na Turquia. O ex-CEO também controlava as sucursais dos EUA, bem como a FTX global.

O caso FTX

A falência da FTX começou duas semanas atrás, quando dados examinando a estabilidade financeira da exchange vieram ao mercado. Os dados mostraram que a exchange não tinha solidez financeira e, além disso, suas atividades mostravam grandes sinais de fraudes.

Conforme as suspeitas de fraude se confirmavam, a queda da FTX desencadeou uma série de eventos que culminaram em um pedido de falência nos EUA e nas Bahamas. SBF ainda tentou negociar a venda da FTX com o CEO da Binance, mas o fracasso da operação determinou o colapso da FTX.

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A exposição dos problemas da FTX afetou não apenas a exchange, mas também sua principal empresa irmã, a Alameda Research. O pedido de falência também englobou mais de 130 empresas que estavam sob a mesma holding que controlava a FTX.

“Como resultado de nosso pedido acima mencionado, uma investigação judicial foi aberta contra os suspeitos e uma medida de confisco foi aplicada aos bens dos suspeitos”, disse o comunicado em turco.

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