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ZachXBT liga ‘John Lick’ a US$ 90 mi em roubos cripto

ZachXBT liga ‘John Lick’ a US$ 90 mi em roubos cripto
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O investigador on-chain ZachXBT afirmou ter ligado o suposto ator malicioso conhecido como “John Lick” a mais de US$ 90 milhões em roubos de criptomoedas, incluindo recursos associados a apreensões do governo dos EUA. Embora não seja um evento de mercado direto, a revelação ocorreu em um momento de maior sensibilidade a riscos, com o Bitcoin consolidado acima de US$ 41.000 e o volume diário global próximo de US$ 28 bilhões. O caso reforça a narrativa de que segurança on-chain e rastreabilidade seguem centrais para a adoção institucional do setor.

O que ZachXBT revelou na investigação on-chain

Segundo a apuração, o endereço 0xc7a2 recebeu US$ 24,9 milhões em março de 2024 a partir de uma carteira controlada pelo governo dos EUA, ligada aos fundos apreendidos no histórico hack da Bitfinex. Desse montante, cerca de US$ 18,5 milhões ainda permanecem ativos, um dado relevante porque indica que os recursos não foram totalmente lavados ou dispersos.

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Outro endereço, 0xd8bc, foi associado a aproximadamente US$ 63 milhões provenientes de múltiplas carteiras suspeitas no quarto trimestre de 2025. A análise de fluxos mostra padrões clássicos de consolidação de fundos antes de tentativas de ofuscação, prática comum em grandes esquemas de roubo cripto, de acordo com MEXC News.

Por que isso importa para investidores brasileiros?

Casos desse porte aumentam a pressão regulatória global e tendem a impactar diretamente corretoras, protocolos DeFi e usuários finais. No Brasil, isso se traduz em exigências maiores de compliance e monitoramento, especialmente após operações policiais no setor financeiro e cripto, como já visto em operações policiais no setor cripto.

Para o investidor, o aprendizado prático é claro: monitorar a procedência dos fundos e entender métricas on-chain, como movimentação de grandes carteiras e supply em exchanges, reduz riscos operacionais. Endereços que concentram dezenas de milhões de dólares funcionam como “sinais de alerta” para plataformas e traders atentos.

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Investigadores independentes ganham peso no ecossistema

ZachXBT já colaborou para a recuperação de mais de US$ 400 milhões em outros casos e ganhou notoriedade após ajudar a rastrear o roubo de US$ 243 milhões em 2024, que resultou na prisão de hackers, segundo a Wired. Esse histórico reforça a credibilidade de análises independentes baseadas em dados públicos do blockchain.

Esse tipo de atuação beneficia o mercado ao reduzir assimetria de informação, mas também expõe fragilidades em protocolos e práticas de custódia. Ataques em protocolos DeFi, como já ocorreu em ataques em protocolos DeFi, tendem a ser analisados com mais rigor após revelações desse tipo.

Riscos e limites da narrativa

Apesar da força dos dados on-chain, é importante destacar que as ligações ainda são alegadas e dependem de investigações formais para confirmação jurídica. Endereços podem ser controlados por múltiplos agentes ou reutilizados, o que exige cautela antes de conclusões definitivas.

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Para o mercado, o impacto é mais estrutural do que imediato em preços. A médio prazo, a tendência é de fortalecimento de ferramentas de rastreamento e maior escrutínio regulatório, um custo necessário para a maturação do setor cripto.

No balanço final, o caso “John Lick” mostra que, mesmo em um mercado descentralizado, grandes movimentações deixam rastros claros. Para investidores brasileiros, entender essas dinâmicas on-chain é tão importante quanto acompanhar suportes, resistências e indicadores técnicos na tomada de decisão.

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