XRP luta para manter o suporte de US$ 1,35 (cerca de R$ 7,80) nesta semana, acumulando uma queda de mais de 38% desde as suas máximas locais de janeiro. O mercado aguarda com cautela a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, um dado macroeconômico que atua como catalisador e pode determinar se a criptomoeda acelera sua queda rumo a US$ 1,20 ou se encontra alívio para uma recuperação.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, o mercado de criptomoedas está em compasso de espera. Após um início de ano volátil, o sentimento de aversão ao risco voltou a dominar, pressionado pela incerteza sobre a política monetária norte-americana. Investidores temem que uma inflação persistente nos EUA force o Federal Reserve (Fed) a manter juros altos por mais tempo, o que historicamente drena a liquidez de ativos de risco como o XRP.
Esse cenário macroeconômico cria uma correlação direta: quando dados econômicos como o CPI ou Payroll dos EUA indicam uma economia aquecida, o dólar se fortalece e as criptomoedas tendem a recuar. No momento, o token da Ripple sofre não apenas com essa pressão externa, mas também com a exaustão dos compradores após o rali do início do ano.
Quais níveis técnicos importam agora?
A análise técnica aponta para um momento decisivo. O nível de US$ 1,35 atua como a última linha de defesa imediata antes de uma correção mais profunda. Se os vendedores romperem esse suporte com volume, o próximo alvo técnico situa-se na faixa de US$ 1,20 (aproximadamente R$ 6,95), com riscos de visitar mínimas ainda menores. Analistas alertam que perder o suporte de US$ 1,69 anteriormente já sinalizava fraqueza, e as médias móveis atuais reforçam a tendência de baixa no gráfico diário.
No lado positivo, para invalidar a tese dos “ursos”, o XRP precisa se manter acima de US$ 1,35 e buscar retomar o patamar de US$ 1,42. Dados históricos sugerem que fevereiro costuma ser um mês desafiador, exigindo que traders observem atentamente os cenários de baixa projetados para gerenciar suas posições corretamente.
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Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para quem opera no Brasil, a volatilidade do ativo somada à flutuação do câmbio exige cautela redobrada. O momento atual revela uma dinâmica curiosa de mercado: enquanto investidores de varejo vendem, temendo novas quedas, dados on-chain indicam que baleias podem estar aproveitando para acumular XRP nessas zonas de preço, apostando no longo prazo.
Contudo, em períodos de incerteza macroeconômica, é comum observar uma rotação de capital das altcoins para o Bitcoin, que tende a ser menos volátil. Para o investidor local, a recomendação é evitar alavancagem excessiva até que a reação do mercado ao CPI defina uma direção clara, protegendo o capital em Reais contra oscilações bruscas que podem ocorrer minutos após a divulgação dos dados.
Em síntese, o desempenho do XRP nas próximas 24 horas depende da interpretação da inflação nos EUA. A defesa do suporte em US$ 1,35 é vital; perdê-lo pode selar um recuo para US$ 1,20, enquanto uma surpresa positiva nos dados econômicos pode reacender a esperança de alta.

