O gigante financeiro Deutsche Bank está aprofundando sua incursão no universo blockchain ao adotar a tecnologia da Ripple para modernizar seus sistemas de pagamento global. A movimentação estratégica visa superar as ineficiências do tradicional sistema SWIFT, prometendo transações mais rápidas e baratas. No momento da redação deste artigo, o token nativo da rede, XRP (XRP), sustenta o nível de preço em US$ 1,40 (aproximadamente R$ 8,15 na cotação atual), impulsionado pela narrativa renovada de utilidade bancária real.
O que está por trás dessa movimentação?
Em termos simples, o Deutsche Bank está buscando substituir um sistema análogo por um digital. Historicamente, as transferências internacionais via SWIFT são lentas e custosas porque o dinheiro precisa passar por vários “bancos correspondentes” antes de chegar ao destino final, um processo que pode levar dias. Ao integrar a tecnologia blockchain da Ripple, o banco alemão pretende eliminar esses intermediários.
Essa mudança de infraestrutura libera o capital que os bancos precisam manter parado em contas estrangeiras apenas para garantir liquidar pagamentos (contas nostro). Para entender o contexto macroeconômico que pressiona grandes instituições a buscarem essa eficiência, vale conferir nossa análise recente sobre o comportamento do mercado, que mostra como a liquidez global dita o ritmo dos ativos de risco.
Quais são os dados e fundamentos destacados?
A parceria não é apenas um teste piloto, mas parte de uma estratégia de longo prazo do Deutsche Bank para liderar a próxima geração de pagamentos na Europa. Segundo dados compilados de relatórios do TipRanks e do The Coin Republic, os principais pontos técnicos incluem:
- Redução de Custos Operacionais: Especialistas estimam que a eliminação de intermediários via blockchain pode reduzir os custos do banco em até 30%, tornando as taxas finais mais competitivas.
- Liquidez sob Demanda (ODL): O uso potencial do XRP como uma “ponte” entre moedas fiduciárias permite liquidação em segundos, não dias. Isso reforça a tese de utilidade do ativo, similar ao que vemos em outros produtos financeiros institucionais envolvendo XRP.
- Custódia e Parcerias: O banco planeja lançar um serviço completo de custódia de criptoativos até 2026. Para isso, firmou parcerias com a Taurus SA e a Bitpanda, garantindo conformidade com as rigorosas leis europeias (MiCA).
- Infraestrutura Híbrida: Embora desafie o modelo antigo, o projeto busca operar inicialmente dentro da rede SWIFT, mas utilizando a tecnologia da Ripple para a camada de liquidação.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor no Brasil, a notícia serve como uma validação institucional robusta. O mercado local sempre teve forte afinidade com o XRP, e ver um banco sistemicamente importante como o Deutsche Bank apostar na tecnologia da Ripple legitima o ativo para além da especulação de varejo. Movimentos institucionais desse porte costumam preceder ciclos de valorização sustentados.
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Recentemente, o CEO da Ripple fez anúncios que agitaram o mercado, e a confirmação de uso prático por grandes bancos tangibiliza essas promessas. Se o Deutsche Bank utilizar ativamente o XRP para liquidez, a pressão de compra constante (para realizar as transações) pode criar um piso de preço mais elevado em Reais no longo prazo, beneficiando quem mantém o ativo em carteira nas corretoras nacionais.
Riscos e o que observar
Apesar do otimismo, é crucial manter a cautela. O lançamento completo dos serviços de custódia do Deutsche Bank está previsto apenas para 2026, o que significa que o impacto imediato no preço é majoritariamente especulativo. Além disso, o XRP ainda enfrenta resistências técnicas importantes.
Traders devem ficar atentos aos níveis de suporte delineados em nossa análise técnica recente do XRP, pois a volatilidade de curto prazo pode derrubar preços se o mercado global corrigir. Acompanhe também se outros bancos europeus seguirão o movimento, conforme indicado por analistas no TipRanks, o que confirmaria uma tendência setorial.

