Veteranos do Ethereum, incluindo o cofundador Vitalik Buterin, estão revivendo The DAO com um fundo de segurança estimado em US$ 220 milhões, financiado por mais de 70.500 ETH que estavam inativos desde 2016. O movimento ocorre enquanto o ether (ETH) opera praticamente estável, cotado a US$ 2.742,63, com variação positiva de 0,4% nas últimas 24 horas e volume diário próximo de US$ 18 bilhões. A iniciativa surge em um momento de maior foco institucional em governança e segurança de protocolos, após uma série de exploits em DeFi ao longo de 2025.
Em base semanal, o ETH acumula alta de 2,1%, mas segue 18% abaixo do topo histórico, refletindo um mercado que premia fundamentos sem entrar em euforia. Tecnicamente, o ativo consolida acima da média móvel de 50 dias em US$ 2.680, enquanto o RSI em 54 indica equilíbrio entre compradores e vendedores. Para investidores brasileiros, o anúncio adiciona uma camada de narrativa fundamental em um período de lateralização de preço.
O que está por trás do retorno do The DAO?
O plano prevê a reutilização de 70.500 ETH que ficaram congelados após o ataque de 2016, episódio que resultou no hard fork que dividiu Ethereum e Ethereum Classic. Desse total, cerca de US$ 13,5 milhões serão destinados a grants de segurança distribuídos por mecanismos de governança descentralizada, enquanto 69.420 ETH serão alocados em staking. A expectativa é gerar um rendimento anual próximo de US$ 8 milhões para financiar auditorias, pesquisas e resposta a vulnerabilidades.
Na prática, trata-se de um retorno simbólico e funcional das novas DAOs no Ethereum, agora com uma década de aprendizado em design de contratos inteligentes. Para o mercado, isso reforça a maturidade do ecossistema, que passou de experimentação para estruturas mais robustas de governança. Para quem investe em ETH, maior foco em segurança reduz riscos sistêmicos de longo prazo.
Implicações para o ecossistema e o preço do ETH
A criação de um endowment permanente voltado à segurança tende a fortalecer a segurança da rede Ethereum, um fator-chave para a adoção institucional. Atualmente, cerca de 27% do supply de ETH está em staking, e a taxa anualizada próxima de 3,2% torna esse modelo sustentável para financiar iniciativas coletivas. Em termos on-chain, o supply de ETH em exchanges segue em mínima de cinco anos, abaixo de 12%, sinalizando menor pressão vendedora estrutural.
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Do ponto de vista técnico, o mercado observa resistências em US$ 2.850 e US$ 3.000, enquanto o suporte imediato está em US$ 2.650. Um rompimento consistente acima da faixa de US$ 2.900 exigiria aumento de volume e confirmação do MACD, que ainda opera próximo da linha zero. Sem isso, o cenário-base segue de consolidação.
Quais são os riscos dessa iniciativa?
Apesar do simbolismo positivo, o retorno do The DAO não elimina riscos de execução e governança. Processos descentralizados podem ser lentos, e decisões mal calibradas de alocação de recursos podem reduzir a eficiência do fundo. Além disso, qualquer falha futura associada ao projeto teria impacto reputacional relevante.
Para investidores brasileiros, o anúncio reforça a tese de longo prazo do ETH, mas não muda o quadro técnico de curto prazo. A combinação entre confiança institucional no Ethereum e iniciativas estruturais de segurança cria um pano de fundo mais sólido, embora o preço ainda dependa de condições macro e de fluxo de capital global.
No balanço geral, o retorno do The DAO marca uma tentativa de transformar um dos maiores traumas do Ethereum em um pilar de resiliência. Se bem executado, o fundo pode não apenas reduzir riscos futuros, mas também reforçar a percepção do ETH como infraestrutura financeira de longo prazo.

