A stablecoin USDD 2.0, da rede TRON, reportedly completou um ano de operação ao atingir US$ 1 bilhão em valor total bloqueado (TVL) em protocolos DeFi. O marco ocorre em um momento em que stablecoins representam mais de 95% do volume on-chain global, enquanto modelos algorítmicos seguem com participação inferior a 5% do market share. O avanço acontece em meio à retomada do TVL global em DeFi, hoje estimado em cerca de US$ 150 bilhões.
O crescimento chama atenção porque a versão original da USDD perdeu paridade em 2022, levantando dúvidas estruturais sobre stablecoins sem lastro direto em dólar. Ainda assim, a nova versão indica maior adesão de usuários e capital, especialmente dentro do ecossistema TRON, amplamente utilizado para pagamentos e transferências na América Latina.
O que mudou na USDD 2.0?
A USDD 2.0 foi redesenhada com foco em maior sobrecolateralização e mecanismos de absorção de volatilidade, buscando evitar o efeito dominó visto no colapso da Terra/LUNA. Diferente de stablecoins puramente algorítmicas, o protocolo passou a utilizar reservas diversificadas e incentivos dinâmicos de liquidez para manter a paridade em US$ 1,00.
Na prática, investidores travam ativos em protocolos DeFi da TRON para gerar rendimentos que variam entre 10% e 20% ao ano, dependendo do pool e das condições de mercado. Esse retorno elevado explica parte do crescimento do TVL, mas também eleva o risco percebido, especialmente para investidores brasileiros acostumados a stablecoins lastreadas como USDT e USDC.
USDD 2.0 reposiciona a TRON no mercado de stablecoins
A TRON já concentra mais de US$ 200 bilhões em transferências anuais de USDT e se consolidou como infraestrutura de pagamentos em países da América Latina. Nesse contexto, o avanço da USDD 2.0 reforça a estratégia da rede de expandir seu papel no mercado de stablecoins, hoje dominado por USDT, com cerca de US$ 120 bilhões em circulação.
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Para efeito de comparação, a DAI mantém cerca de US$ 5 bilhões em TVL com modelo sobrecolateralizado, enquanto a FRAX, de estrutura híbrida, opera em torno de US$ 600 milhões. O crescimento da USDD 2.0, portanto, ainda é modesto frente aos líderes, mas relevante dentro do nicho algorítmico.
Quais riscos ainda permanecem?
Apesar do TVL expressivo, stablecoins algorítmicas seguem sob escrutínio regulatório global. No Brasil, a CVM e o Banco Central acompanham de perto estruturas que oferecem yield elevado, especialmente após discussões sobre regulação de stablecoins em mercados internacionais.
Além disso, o modelo depende fortemente da confiança contínua dos usuários e da liquidez dos mercados DeFi. Em cenários de estresse, saídas rápidas de capital podem pressionar a paridade, um risco conhecido por quem acompanhou o histórico da Terra. Para traders brasileiros, isso significa oportunidade de arbitragem, mas também potencial de perdas rápidas.
O avanço da USDD 2.0 mostra que o mercado ainda testa alternativas ao modelo totalmente lastreado em dólar. Para investidores, o dado-chave não é apenas o US$ 1 bilhão em TVL, mas a capacidade do protocolo de sustentar a paridade ao longo de ciclos de mercado mais voláteis.

