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Crescimento Acelerado

Stablecoin USD1 ligada a Trump supera PYUSD e atinge US$ 4,9 bilhões

Stablecoin USD1 ligada a Trump supera PYUSD e atinge US$ 4,9 bilhões
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A stablecoin USD1, apoiada pela família Trump, alcançou uma emissão de US$ 4,92 bilhões e ultrapassou a PYUSD do PayPal, que soma cerca de US$ 3,7 bilhões em valor de mercado. O avanço posiciona a USD1 como a quinta maior stablecoin do mundo, segundo dados do setor, em um movimento que intensifica a disputa por liquidez no mercado de dólares digitais. O marco ocorre em meio à expansão acelerada do mercado global de stablecoins, que já supera US$ 210 bilhões emitidos.

Apesar de stablecoins não terem variação relevante de preço, o crescimento da oferta impacta volumes e profundidade de mercado: a USD1 concentrou mais de US$ 1,1 bilhão em novos tokens emitidos apenas nos últimos 30 dias, enquanto a PYUSD cresceu a um ritmo inferior a 5% no mesmo período. Esse fluxo reforça a narrativa de competição agressiva entre emissores tradicionais e novos players politicamente conectados. Para investidores brasileiros, isso afeta diretamente custos de conversão e liquidez em pares cripto-dólar.

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O movimento acontece em um cenário de “corrida das stablecoins”, com empresas buscando escala antes de definições regulatórias mais rígidas nos EUA e em outros polos financeiros globais.

O que está por trás do crescimento acelerado da USD1?

A USD1 é uma stablecoin pareada ao dólar emitida pela World Liberty Financial, empresa cofundada por membros da família Trump. Na prática, cada token busca manter paridade de US$ 1, mas o que importa para o mercado é a velocidade de emissão e a capacidade de distribuição. Ultrapassar a PYUSD coloca a USD1 à frente de iniciativas de gigantes como o PayPal, que oferece rendimento anual de 3,7% para usuários nos EUA.

Parte dessa tração vem de incentivos agressivos: a Binance anunciou um airdrop de até US$ 40 milhões em tokens WLFI para impulsionar a adoção da USD1 até fevereiro de 2026. Esse tipo de estratégia aumenta rapidamente o supply em circulação e estimula uso em exchanges, o que tende a elevar volumes e reduzir spreads. Para brasileiros que operam em corretoras globais, isso pode significar pares com melhor liquidez no curto prazo.

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O crescimento também ocorre em um ambiente onde a regulação de stablecoins se tornou tema central, com emissores buscando vantagem competitiva antes de novas exigências legais.

Impactos no mercado de stablecoins e no ecossistema cripto

Mesmo com o avanço, a USD1 ainda é pequena frente aos líderes: USDT e USDC concentram mais de 82% do market cap total de stablecoins, estimado em US$ 313 bilhões. Ainda assim, a entrada de um novo emissor relevante pressiona margens e força concorrentes a oferecer incentivos, rendimentos ou integrações adicionais. Segundo o Financial Times, as transações mensais com stablecoins já somam cerca de US$ 710 bilhões.

Para o investidor brasileiro, isso se traduz em mais opções de dólar digital para hedge cambial e movimentação entre exchanges. O aumento do poder das stablecoins fora do sistema bancário tradicional também reforça seu papel como infraestrutura financeira global, especialmente em países com restrições cambiais.

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No entanto, maior oferta não significa menor risco: a confiança depende da transparência das reservas e da governança do emissor.

Riscos, governança e o contraponto ao otimismo

O crescimento da USD1 veio acompanhado de críticas. Analistas do DeFiSquared alegam que uma votação interna que liberou recursos do tesouro da World Liberty Financial teria sido “manipulada” por carteiras ligadas à própria equipe, beneficiando diretamente os fundadores. Segundo Bitcoin.com News, a decisão direcionaria receitas do protocolo a um grupo restrito.

Esse ponto é crucial para investidores: riscos de governança podem gerar perda de confiança e saídas rápidas de capital, mesmo em stablecoins. Diferentemente de Bitcoin ou Ethereum, o valor aqui depende menos de indicadores técnicos e mais de credibilidade institucional.

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Além disso, mudanças regulatórias nos EUA podem afetar diretamente a operação da USD1, inclusive sua proposta de obter licença bancária, conforme reportou o Wall Street Journal.

Em síntese, a USD1 alcança um marco relevante ao superar a PYUSD e chegar a US$ 4,9 bilhões em emissão, mas o avanço vem acompanhado de riscos claros de governança e regulação. Para investidores brasileiros, o cenário pede atenção redobrada: mais liquidez e opções existem, mas a solidez de longo prazo ainda será testada pelo mercado e pelos reguladores.

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