Início » Últimas Notícias » Três maiores golpes com criptomoedas em junho são pirâmides financeiras, aponta relatório

Três maiores golpes com criptomoedas em junho são pirâmides financeiras, aponta relatório

Três maiores golpes com criptomoedas em junho são pirâmides financeiras, aponta relatório
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

Pirâmides financeiras têm utilizado muito o termo “criptomoedas“, embora não ofereçam nada relacionado a elas.

Aproveitando-se do desconhecimento dos investidores, elas têm lesado diversas pessoas.

Publicidade

Segundo o site Scam Alert, dos 10 golpes que mais roubaram dinheiro em junho, os três primeiros são de pirâmides financeiras.

Ao todo, quase R$ 360 milhões foram tomados por duas pirâmides.

Falsas promessas com criptomoedas

Apenas uma pirâmide financeira foi responsável pela maior parte do rombo.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

A Amfeix, uma suposta carteira de criptomoedas que gerava rendimentos para seus clientes, deixou um rombo de quase R$ 303 milhões.

É importante ressaltar que a Amfeix atingiu investidores em escala global.

Além dela, a pirâmide Mirror Trading International (MTI) foi responsável pelos outros dois rombos.

Publicidade

Trata-se de um esquema mais focado na África do Sul, mas que também lesou pessoas de outros países.

Cerca de R$ 55,6 milhões foram tomados de investidores incautos que acreditaram na proposta da empresa.

Assim como empresas no Brasil, a MTI prometia ganhos por meio de operações no mercado de forex e de criptomoedas.

Publicidade

Contudo, em comparação às supostas pirâmides brasileiras, tais esquemas não são nada.

Pirâmides de criptomoedas e rombos no Brasil

Começando pela suposta pirâmide Unick, ou Unick Forex, foram cerca de 23 mil investidores lesados.

A Polícia Federal estima que o rombo causado foi de R$ 1,1 bilhão, quase quatro vezes mais do que Amfeix e MTI juntas.

Publicidade

Falando em bilhões de Reais, há ainda o Grupo Bitcoin Banco (GBB).

O passivo da empresa informado em sua recuperação judicial foi de R$ 2,7 bilhões. Entretanto, apenas R$ 507 milhões foram atribuídos a credores.

A mais recente suposta pirâmide financeira a pedir recuperação judicial foi a BWA.

Publicidade

Segundo o relatório feito pela empresa, são mais de 6 mil clientes lesados, e um débito de R$ 295,4 milhões.

Note-se que estas são apenas três dentro de diversas outras empresas que lesaram investidores em 2019 com as mesmas promessas.

Por fim, vale lembrar da icônica – de forma negativa – D9 Clube de Investimentos. Danilo Santana, dono da suposta pirâmide, está foragido e se encontra em Dubai.

Após obter cerca de R$ 500 milhões, conforme estimativas, Santana começou uma carreira musical – tornando-se Danilo Dubaiano.

Tendo em vista o somatório bilionário dos rombos causados por supostas pirâmides financeiras no Brasil, investidores devem tomar cuidado.

Duas medidas importantes são: investir somente em empresas licenciadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM); e apostar somente em empresas que forneçam transparência sobre os serviços oferecidos.

Leia também: Homem conhecido como “Playboy do Bitcoin” some com dinheiro de criminosos

Leia também: Funcionários do Bradesco são acusados de usar Bitcoin para dar golpe

Leia também: Vítima da BWA em reportagem do G1: “Investi 15 anos de trabalho”

Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

Deixe um comentário