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Tokenização pode dobrar fundos em Hong Kong, projeta BCG

RWA Hong Kong
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A tokenização de ativos pode dobrar o tamanho da indústria de fundos de Hong Kong nos próximos anos, impulsionada por maior eficiência operacional e acesso global, apontou um novo relatório da Boston Consulting Group (BCG). O estudo surge em meio a um mercado cripto ainda pressionado, com o Bitcoin negociado a US$ 76.400 nesta quinta-feira, queda de 6,1% no acumulado de 2025, enquanto o Ethereum recua 11,3% no mesmo período. Mesmo com a correção, o setor de ativos do mundo real (RWAs) segue como uma das narrativas estruturais mais resilientes do ciclo.

O movimento acontece enquanto analistas da Bernstein projetam um “super ciclo de tokenização”, capaz de levar o Bitcoin a US$ 150.000 em 2026, sustentado pelo crescimento de stablecoins e adoção institucional. Para investidores brasileiros, o recado é claro: a infraestrutura financeira global está mudando, independentemente da volatilidade de curto prazo dos preços.

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O que significa a tokenização de fundos na prática?

A tokenização transforma cotas de fundos tradicionais em tokens registrados em blockchain, permitindo liquidação quase instantânea, fracionamento e redução de custos. Em termos simples, isso amplia a base de investidores e melhora a liquidez, dois gargalos históricos da indústria de fundos.

Hong Kong vem testando esse modelo desde 2023, aprovando projetos-piloto de fundos tokenizados e títulos públicos digitais. Exemplos globais incluem o fundo BUIDL da BlackRock, lastreado em Treasuries dos EUA e com mais de US$ 500 milhões sob gestão, além de iniciativas da Franklin Templeton e Hamilton Lane.

BCG vê Hong Kong como polo global de RWAs

Para a BCG, a combinação de clareza regulatória, proximidade com a China e demanda institucional coloca Hong Kong em posição única para liderar o mercado de ativos tokenizados. A consultoria reforça estimativas anteriores que apontam para até US$ 16 trilhões em ativos tokenizados até 2030.

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Essa expansão beneficia diretamente projetos focados em fundos tokenizados e acelera a adoção institucional da tokenização. No Brasil, investidores já acessam esse ecossistema via corretoras globais como a Binance, enquanto a CVM avança em consultas públicas sobre ativos digitais.

Como isso pode impactar Bitcoin e o mercado cripto?

Analistas veem a tokenização como um vetor indireto de demanda por blockchains públicas e, por consequência, por ativos como o Bitcoin. Relatórios recentes destacam que, mesmo com quedas fortes em fevereiro de 2026, a dinâmica de oferta limitada do BTC sustenta projeções entre US$ 150.000 e US$ 200.000 até o fim de 2026.

No curto prazo, porém, o risco permanece. O Bitcoin enfrenta resistência técnica em US$ 78.500, com suporte relevante em US$ 74.000; o RSI diário em 42 indica momentum ainda fraco, enquanto o MACD segue abaixo da linha de sinal. Ou seja, a narrativa estrutural é positiva, mas o timing exige cautela.

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Riscos e limites da tese

A principal incerteza é regulatória: mudanças abruptas em regras de custódia ou compliance podem desacelerar projetos. Além disso, a tokenização não elimina riscos de mercado nem garante liquidez em cenários de estresse.

Para o investidor brasileiro, a oportunidade está em acompanhar projetos de tokenização de ativos reais com fundamentos sólidos, sem confundir inovação financeira com promessa de retorno rápido.

Em síntese, a projeção da BCG reforça que a tokenização deixou de ser experimento e entrou na agenda estratégica global. Mesmo com o mercado cripto em fase de consolidação, o avanço de RWAs em Hong Kong pode redefinir o fluxo de capital institucional na próxima década.

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