Início » Últimas Notícias » Tether lança sistema open-source para desafiar software de mineração
Mineração

Tether lança sistema open-source para desafiar software de mineração

Tether lança sistema open-source para desafiar software de mineração
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

A Tether anunciou o lançamento do MiningOS (MOS), um sistema operacional open-source voltado à mineração de Bitcoin, em um momento em que o BTC é negociado a US$ 83.200, queda de 0,90% nas últimas 24h e acumulando correção de cerca de 40% desde o topo histórico em US$ 126.000.

O movimento ocorre enquanto o hash rate da rede se mantém próximo de 610 EH/s, pressionando margens dos mineradores após o halving de 2024 e elevando a busca por eficiência operacional.

Publicidade

Para investidores brasileiros, com o Bitcoin cotado a R$ 410.257, a iniciativa sinaliza possíveis mudanças estruturais na mineração que podem influenciar a segurança da rede e a dinâmica de oferta no médio prazo.

O que é o MiningOS e por que a Tether entrou na mineração?

O MiningOS é um sistema operacional de código aberto projetado para gerenciar, monitorar e automatizar operações de mineração de Bitcoin, desde setups domésticos até fazendas industriais distribuídas geograficamente.

A Tether afirma que a arquitetura modular e peer-to-peer do MOS reduz a dependência de softwares proprietários, que costumam cobrar taxas elevadas e operam como caixas-pretas para os mineradores.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

Na prática, o sistema centraliza controle de hardware, consumo de energia e saúde dos equipamentos, um ponto crítico em um cenário de custos elétricos elevados — especialmente relevante para operações no Brasil.

Eficiência pode mudar o equilíbrio da rede?

Após o halving, a recompensa por bloco caiu para 3,125 BTC, comprimindo receitas e forçando desligamentos de máquinas menos eficientes. Um sistema open-source pode reduzir custos operacionais e ajudar a manter o hash rate estável.

Hash rate importa porque mede a segurança da rede: níveis elevados dificultam ataques e reforçam a confiança institucional no Bitcoin. Estabilidade nesse indicador tende a reduzir risco sistêmico percebido por grandes investidores.

Publicidade

Em janeiro de 2026, ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 278 milhões, bem abaixo dos US$ 3,48 bilhões vistos em novembro de 2025 (dados de fluxos institucionais), mostrando um mercado mais cauteloso.

Quais são os riscos e limitações da iniciativa?

Apesar do potencial, o MOS ainda precisa provar eficiência real frente a soluções consolidadas como Braiins OS. Sem benchmarks públicos, o impacto imediato sobre custos e produtividade permanece incerto.

Além disso, o Bitcoin segue tecnicamente em tendência de baixa abaixo de US$ 90.000. Indicadores mostram RSI diário em 42, sinalizando fraqueza de momentum, enquanto o MACD permanece negativo.

Publicidade

Para traders brasileiros, o suporte-chave está em US$ 80.000, com resistência relevante em US$ 90.000. Uma quebra abaixo pode abrir espaço para testes na faixa de US$ 60.000–US$ 50.000, conforme ciclos históricos.

No contexto mais amplo, o lançamento do MiningOS reforça a estratégia de expansão da Tether além do ecossistema do USDT, alinhada a outras iniciativas da Tether em infraestrutura e ativos tokenizados.

Se a adoção ganhar escala, a iniciativa pode contribuir para uma mineração mais descentralizada e eficiente, um fator estruturalmente positivo para o Bitcoin — embora o impacto no preço dependa de condições macro e do retorno do apetite institucional.

Publicidade
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil