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Stablecoins superam US$ 1 trilhão em volume mensal e sinalizam maturidade do setor

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Um novo relatório da empresa de inteligência blockchain TRM Labs revela que o volume mensal de transações com stablecoins ultrapassou repetidamente a marca de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,7 trilhões) ao longo de 2025. O dado confirma que esses ativos, pareados a moedas fiduciárias como o dólar, deixaram de ser apenas ferramentas de especulação para se tornarem uma infraestrutura essencial de pagamentos globais. O levantamento aponta que, embora a grande maioria das transações seja lícita, o crescimento também atraiu redes ilícitas concentradas.

O que está por trás desse marco?

Em termos simples, o volume trilionário indica que as stablecoins estão sendo usadas massivamente para finalidades além do trading, como pagamentos internacionais, remessas e proteção contra inflação. O relatório destaca que esse mercado amadureceu, funcionando como uma ponte ágil entre o sistema financeiro tradicional e a economia digital. Para o investidor, isso significa maior liquidez e estabilidade no ecossistema.

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Esse crescimento estrutural reflete uma tendência de uso real. Grandes movimentações corporativas e a integração com sistemas de folha de pagamento exemplificam essa mudança. Recentemente, vimos casos práticos de adoção institucional de stablecoins para pagamentos de salários, o que demonstra a utilidade prática por trás do volume financeiro mencionado no estudo da TRM Labs.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

Os números apresentados pela TRM Labs mostram um cenário de expansão robusta, mas com pontos de atenção específicos quanto à conformidade. As stablecoins agora representam cerca de 30% de todo o volume on-chain de criptomoedas. Entre os principais destaques do relatório, temos:

  • Volume Recorde: As transações ultrapassaram consistentemente US$ 1 trilhão mensalmente em 2025.
  • Dominância de Mercado: USDT (Tether) e USDC detêm juntas 93% da capitalização de mercado, consolidando-se como os principais veículos de liquidez.
  • Fluxos Ilícitos: Entidades ilícitas receberam cerca de US$ 141 bilhões (R$ 803 bilhões) via stablecoins, mas esse número é altamente concentrado.
  • Evasão de Sanções: Cerca de US$ 72 bilhões desse volume ilícito estão ligados ao token A7A5, utilizado para contornar sanções internacionais, representando 86% dos fluxos criminosos.

A predominância do USDT é notável, tanto que análises recentes indicam que a Tether continua desempenhando um papel central na manutenção da liquidez do mercado, muitas vezes servindo como refúgio em momentos de volatilidade. Para mais detalhes técnicos, você pode conferir o relatório completo publicado pela TRM Labs.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o brasileiro, o crescimento das stablecoins valida a tese de uso desses ativos como proteção cambial (hedge) contra a desvalorização do Real. Com volumes trilionários garantindo liquidez, o investidor local tem mais segurança para entrar e sair de posições dolarizadas sem depender das burocracias das casas de câmbio tradicionais ou das taxas elevadas de cartões internacionais.

No entanto, a popularização atrai o olhar do governo. Com o aumento do uso de USDT e USDC no país, o ambiente regulatório está se ajustando. Atualmente, o Brasil estuda impostos específicos para stablecoins, o que pode impactar diretamente o custo de transação para quem utiliza esses ativos para remessas ou reserva de valor. É fundamental que o investidor esteja ciente de que a facilidade de acesso ao “dólar digital” vem acompanhada de novas obrigações fiscais perante a Receita Federal.

Riscos e o que observar

Apesar de 99% da atividade em stablecoins ter sido considerada lícita no início do ano, a concentração de uso criminoso em redes específicas de evasão de sanções é um risco reputacional para o setor. Reguladores globais, especialmente nos EUA e na Europa, podem endurecer as regras para todos os usuários na tentativa de coibir esses atores mal-intencionados.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, o debate sobre a regulação dos rendimentos e emissão de stablecoins está aquecido. Decisões tomadas lá fora tendem a influenciar as normas globais e podem afetar a disponibilidade de certos pares de negociação em exchanges que operam no Brasil. O risco de contraparte e a transparência das reservas dos emissores continuam sendo pontos que exigem monitoramento constante.

Em síntese

O marco de US$ 1 trilhão mensal comprova a maturidade das stablecoins como pilar da economia cripto, muito além da especulação. Contudo, essa relevância atrai maior escrutínio regulatório sobre fluxos ilícitos. Para 2026, a tendência é de maior integração com o sistema financeiro tradicional, mas com regras de conformidade (compliance) muito mais rigorosas.

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