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Solana perde suporte e analistas veem risco de queda a US$ 100

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A Solana (SOL) caiu 5,6% nas últimas 24 horas e negocia a US$ 134 após perder um suporte técnico relevante, segundo dados de mercado desta terça-feira. A queda ocorreu depois de uma rejeição clara na região de US$ 145, que interrompeu o rali de início de ano e aumentou a pressão vendedora no curto prazo. O movimento acontece em um momento de maior volatilidade para altcoins, com o domínio do Bitcoin acima de 55% e menor apetite a risco.

Nos últimos sete dias, o SOL acumula recuo de 8%, enquanto permanece 54,3% abaixo de sua máxima histórica de US$ 293 registrada há um ano. O volume diário de negociação subiu cerca de 18%, sinalizando distribuição em níveis mais altos. Para investidores brasileiros, o ponto-chave agora é saber se a região atual segura ou abre espaço para uma correção mais profunda.

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O que aconteceu com o preço da Solana?

O preço perdeu a linha de tendência de curto prazo e caiu abaixo de US$ 136, nível onde o ativo vinha encontrando compradores desde o início de janeiro. Tecnicamente, essa quebra indica enfraquecimento da estrutura de alta que sustentou uma valorização de 17% desde a abertura do ano. Se o suporte entre US$ 129 e US$ 136 não for recuperado rapidamente, o risco de continuidade da queda aumenta.

No gráfico diário, o RSI está em 42 pontos, abaixo da zona neutra de 50, indicando perda de momentum comprador, mas ainda longe de sobrevenda. O MACD cruzou para território negativo, com histograma em expansão, o que reforça o viés de correção. As médias móveis de 50 e 100 dias convergem na região de US$ 128, tornando essa faixa decisiva.

Padrões técnicos elevam o risco de nova perna de baixa

Analistas também destacam a formação de um padrão de Ombro-Cabeça-Ombro no gráfico semanal, com linha de pescoço próxima de US$ 120. A perda consistente desse patamar abriria espaço para um movimento de 25% até a região psicológica de US$ 100. Em cenários mais negativos, projeções técnicas apontam até US$ 75–80, embora esse não seja o cenário base.

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Vale lembrar que rejeições anteriores na faixa de US$ 158–159 já provocaram quedas imediatas de 4,48%, segundo análise do CoinDesk. Isso mostra que grandes players seguem defendendo essas resistências com vendas agressivas.

Fundamentos seguem fortes, mas não anulam o risco técnico

Do lado on-chain, os dados continuam construtivos: endereços ativos subiram de 3,38 milhões para 3,78 milhões, e o TVL da rede passou de US$ 8 bilhões para mais de US$ 9 bilhões, de acordo com a Holder.io. Esses números indicam maior uso da rede, o que tende a sustentar valor no longo prazo.

Além disso, a exposição institucional cresce com ETFs e ETPs, incluindo produtos listados no Brasil e no exterior. O AUM combinado já supera US$ 1,02 bilhão, com quase US$ 800 milhões em influxos. No mercado local, a Solana já figura entre os ativos mais negociados, reforçando sua relevância para investidores brasileiros, apesar da volatilidade de curto prazo.

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Como investidores brasileiros podem interpretar o momento?

No curto prazo, o gráfico favorece cautela: abaixo de US$ 129, o cenário técnico se deteriora rapidamente. Uma recuperação acima de US$ 145, por outro lado, invalidaria o viés mais negativo e recolocaria o ativo em consolidação lateral. Para quem investe via ETFs ou diretamente em corretoras locais, gestão de risco e definição clara de stops são essenciais.

Em síntese, a Solana combina fundamentos robustos com um gráfico pressionado. O comportamento do preço entre US$ 120 e US$ 136 deve definir se a correção será apenas um ajuste saudável ou o início de uma queda mais profunda rumo a US$ 100.

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