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Solana perde suportes e padrão baixista projeta queda até US$ 40

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A Solana (SOL) entrou em nova fase de pressão vendedora após confirmar um padrão gráfico de baixa no semanal, reacendendo projeções de correção profunda. O token caiu cerca de 10% no último pregão e negociou na mínima de dois anos em US$ 90, acumulando queda de aproximadamente 11% em 2025. O movimento ocorre em meio à fraqueza generalizada das altcoins e à incapacidade do Bitcoin de sustentar níveis acima de US$ 100.000.

Com valor de mercado em torno de US$ 40 bilhões e volume diário estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, a Solana segue como a quinta maior criptomoeda do mundo. Ainda assim, a perda de suportes técnicos relevantes mudou o viés de curto e médio prazo, aumentando o risco para traders expostos ao ativo em exchanges brasileiras.

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O que explica a nova pressão vendedora em Solana?

Em termos simples, a SOL perdeu uma região que funcionava como “chão” de preço desde fevereiro de 2024. Após meses negociando entre US$ 120 e US$ 250, o ativo fechou janeiro abaixo de US$ 105, antigo suporte macro, e falhou em recuperá-lo como suporte.

Esse rompimento confirmou um padrão de Cabeça e Ombros no gráfico semanal, uma formação clássica de reversão de tendência. A “linha do pescoço” do padrão está justamente na faixa de US$ 105; abaixo dela, o alvo técnico inicial aponta para US$ 42–US$ 40, o que implicaria uma correção adicional de cerca de 55%.

Padrão técnico amplia riscos para traders brasileiros

No curto prazo, os indicadores reforçam o cenário defensivo. O RSI diário da SOL opera abaixo de 30 pontos, indicando sobrevenda, enquanto o MACD segue negativo e sem sinais claros de reversão. A média móvel exponencial de 200 semanas, tradicionalmente vista como último suporte estrutural, também foi perdida, abrindo espaço para testes em US$ 75 e, posteriormente, US$ 50.

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Para o investidor brasileiro, o impacto é direto: com o BTC/BRL oscilando entre R$ 406 mil e R$ 415 mil no início de fevereiro, novas quedas do Bitcoin tendem a pressionar ainda mais a SOL em reais. Esse ambiente de fraqueza nas altcoins já foi detalhado em análises recentes sobre fraqueza nas altcoins e a queda generalizada das altcoins.

Como o cenário macro limita uma reação mais forte?

A dificuldade de recuperação não é apenas técnica. O Bitcoin opera com RSI diário próximo de 18, nível de sobrevenda extrema, mas ainda sem confirmação de fundo, enquanto saídas líquidas de ETFs de BTC somaram cerca de US$ 278 milhões em janeiro. Esse contexto reduz o apetite por risco e limita entradas relevantes em altcoins como a Solana.

Além disso, bancos globais ajustaram expectativas. O Standard Chartered reduziu sua projeção de preço para a SOL no fim do ano de US$ 310 para US$ 250, citando o tempo necessário para que novos casos de uso da rede escalem. Em um mercado que ainda exige paciência no ciclo de correção das altcoins, isso pesa sobre o sentimento.

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Existe algum contraponto ao cenário de queda?

O principal argumento de equilíbrio é que a SOL costuma reagir com força após movimentos extremos, especialmente em zonas de sobrevenda. Caso o Bitcoin encontre um fundo técnico e volte a consolidar acima de suportes relevantes, a Solana pode registrar repiques técnicos de curto prazo.

No entanto, enquanto o preço permanecer abaixo de US$ 105, o risco de continuação da tendência de baixa prevalece. Para investidores brasileiros, o momento pede gestão de risco rigorosa, atenção a suportes em US$ 75 e US$ 50 e cautela com exposições alavancadas.

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