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Regulação

Rússia finaliza lei de criptomoedas e reacende debate sobre liquidez global

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A Rússia finalizou um projeto de lei para legalizar e enquadrar a negociação de criptomoedas sob a lei financeira nacional, segundo reportagens da imprensa internacional. A notícia não provocou movimentos bruscos imediatos nos preços, com o Bitcoin (BTC) operando estável em US$ 42.150, variação de +0,4% nas últimas 24h, enquanto o volume global ficou em US$ 28,3 bilhões. O avanço regulatório ocorre em meio à busca do país por alternativas ao sistema financeiro tradicional após sanções internacionais.

Em um mercado que vem se consolidando após semanas de baixa volatilidade, investidores avaliam se a entrada formal da nona maior economia do mundo pode alterar fluxos de liquidez e demanda por ativos digitais. No acumulado de 7 dias, o BTC sobe 1,8%, mas ainda acumula queda de 6,4% no ano (YTD). O contexto macro segue pressionado por juros globais elevados e menor apetite ao risco.

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O que muda com a legalização das criptomoedas na Rússia?

Na prática, o projeto cria um marco legal para negociação doméstica de criptomoedas, restringindo inicialmente o acesso a investidores qualificados e concentrando operações em exchanges licenciadas em Moscou e São Petersburgo. Segundo o Economy Watch, a medida complementa a lei de 2025 que já permitia o uso de cripto em comércio exterior.

Dados do The Moscow Times estimam que o fluxo doméstico mensal de cripto na Rússia supera 1 trilhão de rublos, valor relevante para liquidez regional. Para o investidor brasileiro, isso importa porque maior uso institucional tende a reduzir spreads e aumentar profundidade de mercado, especialmente em pares com stablecoins.

Legalização russa pode afetar Bitcoin e stablecoins?

O impacto direto nos preços ainda é limitado, mas há implicações estruturais. A Rússia sinaliza preferência por stablecoins “não hostis”, o que pode reduzir a participação do USDT em certos fluxos, segundo o BitRss. Para brasileiros, isso reforça a importância de diversificar exposição entre stablecoins e entender riscos regulatórios.

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No gráfico diário, o BTC segue acima da média móvel de 50 dias em US$ 41.800, com suporte imediato em US$ 40.500 e resistência em US$ 43.200. O RSI em 52 indica neutralidade, enquanto o MACD permanece levemente positivo, sugerindo consolidação e não tendência clara de alta.

Rússia estabelece precedente regulatório em meio a sanções

Ao integrar cripto ao sistema financeiro, a Rússia busca contornar restrições ao uso do SWIFT, conforme destacou a Finance Yahoo. Esse movimento se soma a debates globais sobre regulação de criptomoedas, incluindo iniciativas recentes nos EUA e no Reino Unido.

Por outro lado, o país planeja criminalizar mineração ilegal a partir de 2027, com multas de até 2,5 milhões de rublos, segundo a Tom’s Hardware. Isso pode afetar o hash rate global do Bitcoin, que hoje gira em torno de 520 EH/s, embora o impacto imediato seja considerado baixo.

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Para investidores brasileiros, o movimento russo reforça uma tendência: cripto avança como ferramenta geopolítica, mas sob regras mais rígidas. Entender esse equilíbrio entre adoção e controle é crucial para avaliar riscos e oportunidades em um mercado cada vez mais regulado.

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