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Redes criminosas chinesas movimentam US$ 16 bilhoes em cripto

China Bitcoin Hacker
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Redes criminosas organizadas da China teriam movimentado US$ 16 bilhões em criptomoedas ao longo de 2025, de acordo com um relatório amplamente debatido em fóruns do setor. O dado surge em um momento de relativa estabilidade do Bitcoin, que consolida próximo de US$ 97.200, com variação positiva de 1,4% em 24h e volume diário acima de US$ 32 bilhões. O episódio se encaixa em uma narrativa mais ampla de endurecimento regulatório global e maior escrutínio sobre fluxos ilícitos em blockchain.

Mesmo sem impacto imediato no preço, o mercado reage no médio prazo via percepção de risco regulatório, fator que pesa sobre valuation e liquidez. Para investidores brasileiros, o tema importa porque o Brasil avança na integração cripto ao sistema financeiro tradicional, aumentando a vigilância sobre exchanges e produtos regulados.

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O que está por trás dos US$ 16 bilhões em transações?

Em termos simples, o relatório sugere que organizações criminosas chinesas usaram criptomoedas para lavagem de dinheiro, remessas internacionais e financiamento de atividades ilegais. Esse tipo de operação se apoia na liquidez global do mercado cripto e, em alguns casos, no uso de moedas de privacidade, que dificultam o rastreamento de transações.

O número de US$ 16 bilhões ganha peso quando comparado ao total global estimado de US$ 20,1 bilhões em atividades ilícitas em cripto em 2024, o que indica concentração relevante. Métricas on-chain mostram que, historicamente, picos de transações suspeitas coincidem com aumento de saldo em exchanges offshore e mixers, sinal clássico de tentativa de ocultação de origem.

Pressão regulatória e impactos no mercado brasileiro

Casos de crimes com criptomoedas fortalecem o discurso de reguladores por controles mais rígidos. No Brasil, a CVM já aprovou ETFs de Bitcoin e Ethereum em 2024, enquanto o Banco Central amplia exigências de compliance para prestadores de serviços de ativos virtuais.

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Esse movimento ocorre em paralelo a uma retração do apetite institucional global. ETFs de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,48 bilhões em novembro de 2025, US$ 1,09 bilhão em dezembro e mais US$ 278 milhões em janeiro de 2026, sinalizando cautela. Tecnicamente, o BTC mantém suporte em US$ 94.500 e resistência em US$ 100.000; o RSI diário em 52 aponta mercado neutro, enquanto o MACD segue próximo da linha zero.

Como isso pode afetar investidores de cripto?

O risco central é regulatório, não tecnológico. Um endurecimento excessivo pode elevar custos operacionais de exchanges locais e reduzir a oferta de ativos, especialmente os mais sensíveis a compliance. Por outro lado, maior fiscalização tende a favorecer produtos regulados, como ETFs e stablecoins alinhadas às regras brasileiras.

O contraponto é que dados on-chain mostram que atividades ilícitas representam uma fração pequena do volume total do mercado, o que limita impactos sistêmicos. Ainda assim, o investidor brasileiro deve monitorar níveis técnicos e notícias regulatórias, pois ruídos desse tipo costumam aumentar a volatilidade de curto prazo.

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O cenário reforça a tendência de amadurecimento do setor: menos tolerância a abusos e maior integração ao sistema financeiro tradicional. Para quem investe no Brasil, entender essa dinâmica é tão importante quanto acompanhar o próximo suporte ou resistência do Bitcoin.

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