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Protocolo DeFi focado em Bitcoin propõe fusão com WBTC para garantir estabilidade

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O protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) voltado para Bitcoin, Threshold, apresentou uma proposta de fusão com o WBTC, o maior “wrapped” Bitcoin do mercado. A iniciativa visa fortalecer a estabilidade e segurança do WBTC, um token ERC-20 que representa o Bitcoin na blockchain Ethereum. Além disso, a fusão busca assegurar a integridade do colateral que o sustenta.

De acordo com a proposta, a BitGo, empresa responsável pela custódia dos Bitcoins que lastreiam o WBTC, se tornaria a maior detentora do token T da Threshold. Além disso, a BitGo transferiria o controle dos mecanismos de minting (criação) e burning (destruição) do WBTC para a DAO da Threshold. Esta mudança visa garantir a estabilidade contínua do WBTC e proteger os usuários e protocolos DeFi que utilizam o ativo.

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Essa proposta surge semanas após a BitGo ter sido alvo de críticas da comunidade cripto ao anunciar um plano para transferir o controle parcial dos ativos subjacentes ao WBTC para uma joint venture com a BiT Global, ligada a Justin Sun.

A possível parceria gerou desconfiança e levou vários protocolos que utilizam o WBTC como colateral ou para negociações a considerarem a desativação do ativo em suas plataformas. O MakerDAO, por exemplo, aprovou recentemente a desabilitação de novos empréstimos com WBTC, enquanto a Aave anunciou que monitorará a situação de perto.

Fusão para assegurar estabilidade do WBTC

A Threshold Network é uma plataforma descentralizada que conecta o Bitcoin ao DeFi. A rede oferece serviços como sua própria versão wrapped de Bitcoin, o tBTC, e o protocolo de tokens cross-chain Wormhole, que está conectado a cerca de 20 blockchains. A Threshold foi criada em 2022 pela fusão dos protocolos NuCypher e Keep Network.

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Caso a comunidade aprove a proposta de MacLane Wilkison, cofundador da NuCypher, a Threshold emitiria 1.655.250.000 novos tokens T, aumentando sua oferta em 15%. Isso equivale a aproximadamente US$ 36 milhões.

Esses tokens iriam para a BitGo, que por sua vez transferiria os privilégios de minting e freezing do WBTC para a Threshold DAO. Além disso, a Threshold manteria a custódia dos Bitcoins em várias carteiras e desativaria a criação de novos tBTC, que seriam resgatáveis na proporção de 1:1 por WBTC.

Wilkison destacou que essa abordagem alternativa garantiria a segurança do colateral subjacente e protegeria os diversos protocolos DeFi que possuem exposição significativa ao WBTC. Ele mencionou ainda que, caso a proposta não passe, a Threshold ainda poderia emitir os tokens T adicionais para cobrir os custos dos protocolos que optarem por migrar para ativos como tBTC ou o proposto cbBTC da Coinbase.

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Ainda não está claro se a Threshold discutiu a proposta com a BitGo antes de publicá-la. O CEO da BitGo, Mike Belshe, rebateu as preocupações sobre o envolvimento de Justin Sun. Ele argumentou que o plano proposto ajudaria a descentralizar ainda mais o WBTC por meio de uma custódia multi-jurisdicional e multi-institucional.

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