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Ouro e prata disparam, e Bitcoin fica para trás

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Ouro e prata renovaram máximas históricas nesta semana, impulsionados por entradas institucionais robustas e maior busca por segurança, enquanto o Bitcoin ficou para trás. O BTC caiu abaixo de US$90.000, acumulando queda de 6,4% em sete dias, contrastando com o ouro acima de US$4.600 e a prata testando US$90. O movimento ocorre em meio a tensões geopolíticas e reprecificação de risco nos mercados globais.

Segundo dados de mercado, ETFs de metais preciosos registraram entradas líquidas expressivas, enquanto produtos atrelados ao Bitcoin viram saídas relevantes. Esse descompasso reacende o debate sobre o papel do BTC como ativo de proteção no curto prazo. Para investidores brasileiros, o cenário afeta decisões de hedge entre cripto, metais físicos e versões tokenizadas.

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No pano de fundo macro, juros elevados nos EUA e incertezas comerciais globais seguem direcionando fluxos para ativos considerados defensivos. Ao mesmo tempo, o mercado cripto enfrenta um período de consolidação após fortes altas em 2025.

Por que os metais estão superando o Bitcoin agora?

O ouro atingiu picos acima de US$4.600, com alta de 18% no acumulado do ano, enquanto a prata superou US$90, com volatilidade intradiária chegando a -10% após ralis extremos. De acordo com a AP News, ETFs como GLD (+US$420 milhões) e IAU (+US$228 milhões) concentraram grande parte da demanda recente.

Esses fluxos institucionais importam porque sinalizam preferência clara por ativos de menor risco percebido. No mercado cripto, o oposto ocorreu: ETFs de Bitcoin nos EUA tiveram mais de US$500 milhões em saídas na semana, segundo a MarketWatch.

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Bitcoin consolida abaixo de resistências-chave

O Bitcoin negocia próximo de US$88.500, com suporte imediato em US$86.000 e resistência forte em US$92.000. O RSI diário está em 42 pontos, indicando perda de momentum comprador, enquanto o MACD segue negativo desde a semana passada. O preço permanece abaixo da média móvel de 50 dias (US$91.300), um sinal técnico de consolidação.

Além disso, liquidações em contratos futuros superaram US$700 milhões em 24 horas, ampliando a pressão vendedora. Dados on-chain mostram aumento de 1,2% no supply de BTC em exchanges na semana, métrica que geralmente indica maior intenção de venda no curto prazo.

O avanço do ouro tokenizado muda o jogo?

Um ponto de convergência entre os dois mercados é o crescimento do ouro tokenizado, cujo market cap já ultrapassa US$4 bilhões. Tokens como PAXG e XAUT permitem exposição ao metal dentro do ecossistema cripto, combinando liquidez digital com lastro físico, segundo a Finance Yahoo.

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Esse movimento dialoga com análises recentes sobre a troca de Bitcoin por ouro por parte de instituições e reforça o interesse em investimentos em ativos alternativos. Para brasileiros, esses tokens surgem como alternativa via corretoras globais, mas exigem atenção a custódia e risco de contraparte.

Riscos e o contraponto para investidores

Apesar do desempenho superior dos metais, o Bitcoin ainda acumula alta de 62% em 12 meses e mantém hash rate próximo de máximas históricas, sinalizando segurança da rede. A narrativa de Bitcoin como proteção tende a se fortalecer novamente em cenários de desvalorização cambial e inflação persistente.

No curto prazo, porém, a divergência mostra que o mercado diferencia proteção de liquidez. Para o investidor brasileiro, diversificação entre cripto, metais e instrumentos tokenizados pode reduzir volatilidade enquanto o BTC busca retomar níveis acima de US$92.000.

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