Optimism (OP) viu seu valor despencar nas últimas 24 horas após a Base, rede de segunda camada da Coinbase, anunciar uma mudança estrutural crítica em sua tecnologia. O token OP está sendo negociado em torno de US$ 0,14 (aproximadamente R$ 0,81), registrando uma queda superior a 23% no dia, sinalizando preocupação imediata dos investidores sobre o futuro das receitas do protocolo.
O que está por trás dessa movimentação?
A queda abrupta reflete o rompimento de uma parceria técnica de três anos que era vital para o Optimism. Em termos simples, a Base utilizava até então a “OP Stack”, a infraestrutura tecnológica padronizada do Optimism, para operar sua rede. Como parte desse acordo de licenciamento, uma fatia significativa das receitas da Base fluía diretamente para o tesouro do Optimism.
Agora, a rede da Coinbase decidiu transicionar para uma arquitetura própria e unificada, chamada de pilha “base/base”, visando maior independência e agilidade nas atualizações. Essa decisão estratégica, detalhada em análises sobre como a Base da Coinbase abandona a OP Stack, remove a principal fonte de receita externa do ecossistema Optimism (a Superchain) e gera incerteza sobre a sustentabilidade econômica do token a longo prazo, motivando o sell-off massivo.
Quais são os dados e fundamentos destacados?
A reação do mercado foi imediata e baseada em números que preocupam os detentores do token de governança. Segundo analistas e dados de mercado, os pontos críticos incluem:
- Queda expressiva de preço: O token OP recuou cerca de 23,4% nas últimas 24 horas, sendo cotado a US$ 0,1436 conformes dados do CoinGecko.
- Fim da partilha de receita: A Base era a camada 2 de maior faturamento dentro do ecossistema OP Stack. Com a mudança para uma operação independente, o fluxo de taxas de sequenciador que antes ia para o Optimism ficará retido integralmente com a Base.
- Desvalorização histórica: O ativo acumula perdas superiores a 53% no último mês e está cerca de 97% abaixo de sua máxima histórica de quase US$ 5,00.
- Mudança de paradigma no Ethereum: O movimento reforça a visão de que o Ethereum pode estar ajustando sua narrativa de rollups, com grandes players corporativos buscando soluções mais autônomas em vez de dependerem de stacks compartilhados que exigem pagamento de taxas de licenciamento.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor brasileiro, o cenário exige cautela redobrada e reavaliação de portfólio. Com o token cotado na faixa de R$ 0,80, o ativo pode parecer “barato” à primeira vista, mas fundamenta-se agora em uma tese de investimento enfraquecida sem as receitas da Base. É importante lembrar que o mercado local segue a liquidez global, e a perda de confiança institucional no modelo da Superchain afeta diretamente a demanda.
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Além disso, a alta correlação com o ether é um fator de risco adicional; enquanto o Ethereum tenta segurar suportes críticos em meio à volatilidade, tokens de governança de L2 como o OP tendem a sofrer oscilações muito mais agressivas (beta alto), ampliando o risco para carteiras expostas em reais. Investidores devem considerar se o desconto atual compensa a perda estrutural de fluxo de caixa.
Riscos e o que observar
O principal risco imediato é o efeito contágio: outras redes baseadas na OP Stack podem avaliar seguir o exemplo da Base, esvaziando a utilidade econômica do token OP. O mercado também mostra sinais claros de que traders estão rotacionando capital entre altcoins, abandonando projetos com fundamentos em declínio em favor de narrativas mais fortes, como memecoins ou IA.
Analistas do Decrypt apontam que esse movimento isolado de queda, enquanto a Base continua crescendo sem token, destaca a seletividade brutal do ciclo atual. O investidor deve monitorar o TVL (Total Value Locked) na rede Optimism nas próximas semanas para checar se haverá fuga de liquidez de usuários além da questão técnica.

