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Altcoins em Moscou

Bolsa de Moscou amplia derivativos cripto com futuros de SOL, XRP e TRX

MOEX Solana, XRP e Tron
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A Bolsa de Moscou (MOEX) anunciou que vai adicionar contratos futuros de Solana (SOL), XRP e Tron (TRX) ao seu portfólio de derivativos cripto, ampliando produtos além de bitcoin e ether. A notícia chega com SOL negociado a US$ 102,68, XRP em torno de US$ 0,56 e TRX a US$ 0,283, com variações mistas nas últimas 24h. O movimento reforça a tendência global de bolsas tradicionais abrindo espaço para criptoativos regulados, num momento em que produtos institucionais ganham tração também no Brasil.

Nas últimas 24h, SOL oscilou cerca de -1,8%, enquanto XRP caiu aproximadamente 0,9% e TRX subiu 1,2%, refletindo um mercado de altcoins ainda em consolidação após o rali de janeiro. Mesmo sem reação imediata de preço, a inclusão em uma bolsa tradicional adiciona uma camada relevante de legitimidade institucional. Para investidores brasileiros, isso funciona como um termômetro de demanda global por esses ativos.

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O que muda com os novos futuros de altcoins em Moscou?

Na prática, a MOEX vai criar índices próprios para SOL, XRP e TRX, que servirão como ativo subjacente para futuros liquidados em rublos. Não haverá entrega física de criptomoedas, apenas liquidação financeira, e o acesso ficará restrito a investidores qualificados. Esse modelo replica o já utilizado pela bolsa russa para contratos mensais de BTC e ETH.

Por que isso importa? Futuros permitem hedge e exposição direcional sem custódia direta do ativo, algo valorizado por instituições. A listagem de SOL se conecta ao avanço da adoção institucional da Solana, enquanto XRP já vinha ganhando espaço com ETFs e produtos regulados, mantendo o XRP no radar institucional.

Como isso se encaixa no cenário institucional global?

Solana ocupa atualmente a 5ª posição em valor de mercado, com cerca de US$ 80 bilhões, enquanto XRP aparece em 7º, próximo de US$ 30 bilhões, e TRX em 10º, com cerca de US$ 12 bilhões. A entrada desses ativos em derivativos de bolsa tradicional reforça a disputa por liquidez institucional fora do eixo exclusivamente cripto.

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No Brasil, ETFs de bitcoin e ether listados na B3 ajudaram a amadurecer o mercado, e executivos do Mercado Bitcoin projetam crescimento institucional até 2026, impulsionado por stablecoins, ETFs e tokenização. Esse contexto aproxima o investidor brasileiro de movimentos globais, mesmo quando eles ocorrem em mercados como o russo.

Quais são os riscos e limites desse movimento?

Apesar do avanço, o impacto direto sobre preços tende a ser gradual. O RSI diário de SOL gira em torno de 48 pontos, indicando neutralidade, enquanto XRP opera próximo de 45 e TRX em 52, sem sinais claros de sobrecompra. Tecnicamente, SOL enfrenta resistência em US$ 110 e suporte em US$ 95; XRP encontra resistência em US$ 0,60 e suporte em US$ 0,50.

Além disso, o ambiente regulatório russo segue restritivo, com limites para investidores de varejo e sanções internacionais que pesam sobre o setor. Isso reduz o potencial de volume quando comparado a mercados como CME ou mesmo a B3, onde ETFs já movimentam milhões de dólares por dia.

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No balanço final, a decisão da MOEX não é um gatilho imediato de alta, mas reforça uma narrativa estrutural: altcoins consolidadas estão entrando, pouco a pouco, no cardápio institucional global. Para investidores brasileiros, o sinal é claro — acompanhar derivativos e produtos regulados ajuda a antecipar quais ativos tendem a ganhar profundidade e liquidez no médio prazo.

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