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ING libera ETPs de Bitcoin ao varejo em meio a mercado em queda

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O ING da Alemanha, um dos maiores bancos de varejo da Europa, passou a permitir que clientes pessoa física comprem ETPs de Bitcoin por meio de sua plataforma, segundo relatos publicados em fóruns do mercado cripto. A notícia chega com o Bitcoin cotado a US$ 78.321, queda de 2,1% nas últimas 24h e recuo acumulado de 40% desde o topo histórico de US$ 126 mil. O movimento ocorre em um momento de desaceleração do apetite institucional, com saídas líquidas de US$ 278 milhões dos ETFs de Bitcoin nos EUA em janeiro de 2026.

O que muda com o ING oferecendo ETPs de Bitcoin?

ETPs (Exchange Traded Products) são produtos negociados em bolsa que replicam o preço de um ativo, permitindo exposição sem a necessidade de custódia direta. No caso do ING, clientes de varejo passam a acessar ETPs regulados de Bitcoin, como os oferecidos por gestoras já aprovadas pelo regulador alemão BaFin. Para investidores conservadores, isso reduz riscos operacionais e de custódia, mantendo conformidade regulatória.

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O banco atende mais de 8 milhões de clientes na Alemanha, o que amplia significativamente o público potencial desses produtos. Na Europa, ETPs de Bitcoin já somam mais de €10 bilhões sob gestão desde 2017, um mercado mais maduro que o americano em termos de estrutura regulada. Esse avanço contrasta com o cenário atual dos ETFs de Bitcoin nos EUA, que enfrentam saídas após forte captação em 2025.

Adoção institucional em baixa muda o impacto no preço?

Apesar da expansão do acesso, o Bitcoin segue tecnicamente pressionado. O RSI diário está em 27 pontos, sinalizando condição de sobrevenda, enquanto o preço opera cerca de 25% abaixo da média móvel exponencial de 200 dias, localizada em US$ 99 mil. O MACD permanece negativo, indicando que o momentum ainda favorece os vendedores.

Os principais suportes estão em US$ 70.000 e US$ 80.000, níveis onde houve aumento de volume comprador em janeiro. Já a resistência imediata aparece em US$ 90.000, patamar psicológico que o BTC não consegue romper desde meados de dezembro. Para o investidor brasileiro, isso significa atenção redobrada, já que o preço em reais gira em torno de R$ 414.594, sensível tanto ao dólar quanto à volatilidade do criptoativo.

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Como isso afeta investidores brasileiros?

O movimento do ING reforça a tendência global de bancos tradicionais ampliarem a oferta de produtos cripto, similar à adoção bancária do Bitcoin observada nos EUA. Para brasileiros, esses produtos europeus servem como termômetro de demanda regulada, especialmente em um momento em que o ETF da BlackRock e outros fundos americanos mostram fluxo mais fraco.

Por outro lado, o risco permanece elevado. Se o BTC perder o suporte de US$ 70 mil, analistas veem espaço para nova despenca até a região de US$ 65 mil. A liberação de ETPs pelo ING é estruturalmente positiva, mas, no curto prazo, não altera o cenário técnico de consolidação em tendência de baixa.

No médio prazo, a combinação de regulação clara na Europa e expansão do acesso ao varejo pode ajudar a formar um piso de demanda. Até lá, investidores devem acompanhar de perto os fluxos de ETPs europeus e os dados de ETFs nos EUA, que seguem sendo os principais vetores de liquidez para o preço do Bitcoin.

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