A Hyperliquid liderou a receita on-chain global nas últimas 24h, registrando US$ 2,38 milhões e superando todas as blockchains e protocolos monitorados. O dado ocorre em um momento em que o volume de derivativos descentralizados dispara, com US$ 7,06 bilhões negociados no mesmo período. O movimento reforça a narrativa de migração do DeFi para plataformas de alta performance e baixas taxas.
Nos últimos sete dias, a receita acumulada da Hyperliquid chegou a US$ 14,03 milhões, enquanto o valor total bloqueado (TVL) atingiu US$ 4,21 bilhões, segundo dados da DefiLlama. Em paralelo, blockchains como Solana seguem dominando o ranking anual de receitas, criando um ambiente competitivo intenso. Para investidores brasileiros, esses números ajudam a identificar onde o capital e a atividade on-chain estão se concentrando.
O contexto macro mostra um DeFi mais maduro, com usuários migrando para soluções mais rápidas e eficientes, em contraste com a estagnação de volumes em algumas redes tradicionais. Esse deslocamento tem impacto direto na avaliação de tokens e na alocação de portfólio. Entender quem captura receita é essencial para antecipar tendências de longo prazo.
O que explica a liderança da Hyperliquid em receita?
A Hyperliquid é uma DEX focada em contratos perpétuos, um tipo de derivativo que permite exposição alavancada sem data de vencimento. Em termos simples, quanto maior o volume negociado, maior a arrecadação de taxas para o protocolo. Nas últimas 24h, o volume perp da Hyperliquid alcançou US$ 7,06 bilhões, superando concorrentes diretos como dYdX e GMX.
Esse desempenho reflete uma combinação de liquidez profunda, execução rápida e custos operacionais baixos. Não por acaso, a plataforma já foi destaque em análises sobre Hyperliquid no DeFi, especialmente pela capacidade de atrair traders profissionais. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza onde o fluxo de traders mais ativos está concentrado.
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Outro ponto relevante é a eficiência de capital: com TVL de US$ 4,21 bilhões, a Hyperliquid gera receita proporcionalmente maior do que muitos protocolos maiores. Essa métrica indica uso intenso da liquidez, um fator-chave para avaliar sustentabilidade do modelo. Quanto mais eficiente, maior a chance de retenção de usuários.
Como a concorrência com Solana e outros ecossistemas evolui?
Apesar do destaque da Hyperliquid no curto prazo, a Solana segue dominante em termos anuais, com mais de US$ 1,5 bilhão em receita em 2025, superando Ethereum e Hyperliquid combinados, segundo a RootData. A rede também processou mais de 23 bilhões de transações no ano, reforçando sua vantagem de escala. Esse cenário mostra que protocolos e blockchains disputam não apenas usuários, mas consistência de receita.
No ecossistema Solana, upgrades recentes sustentam a atividade e o interesse institucional, como já analisado no desempenho da Solana. Para traders brasileiros, a comparação entre Hyperliquid e Solana ajuda a balancear exposição entre protocolos e redes. A diversificação reduz risco em um ambiente altamente competitivo.
Enquanto isso, DEXs de perp como GMX e dYdX enfrentam pressão para inovar em UX e custos. A liderança momentânea da Hyperliquid não garante domínio permanente. O mercado recompensa eficiência, mas pune rapidamente qualquer perda de liquidez.
Quais são os riscos por trás desses números?
A principal ressalva é a volatilidade da receita diária, que pode variar significativamente conforme o apetite por risco dos traders. Um pico de US$ 2,38 milhões em 24h não assegura repetição consistente. Além disso, mudanças regulatórias sobre derivativos podem afetar o crescimento do segmento.
Outro risco é a concentração de atividade em poucas baleias, o que pode inflar volumes no curto prazo. Se esses grandes players migrarem, a receita pode despencar rapidamente. Por isso, investidores devem acompanhar métricas como usuários ativos e retenção, não apenas receita bruta.
No balanço geral, a Hyperliquid mostra força operacional, mas o cenário permanece competitivo e dinâmico. Para o investidor brasileiro, o recado é claro: observar onde a receita se consolida ajuda a antecipar tendências, mas gestão de risco continua essencial.

