A Flare Network deu um passo decisivo para o ecossistema XRP. A rede lançou o primeiro acesso spot ao XRP na Hyperliquid, algo inédito até agora. O movimento amplia a presença do ativo no DeFi.
A novidade chegou com a listagem do FXRP, uma versão wrapped do XRP. O ativo começou a operar no par FXRP/USDC. Assim, investidores passaram a negociar XRP à vista.
Antes disso, a Hyperliquid oferecia apenas contratos futuros perpétuos de XRP. Não existia mercado spot. Essa limitação afastava parte dos traders institucionais.
Segundo Dhruv Shah, analista de DeFi da Flare, a barreira era técnica. O XRP não é compatível com a Ethereum Virtual Machine. Isso exigia uma solução alternativa.
FXRP abre o mercado spot de XRP na Hyperliquid
O FXRP funciona como uma representação 1:1 do XRP. A Flare emite o ativo usando seu sistema FAssets. Cada unidade mantém lastro direto no token original.
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Além disso, o FXRP utiliza a tecnologia LayerZero Omnichain Fungible Token. Isso permite movimentação entre blockchains. O ativo pode circular, negociar e retornar à origem.
Na prática, traders negociam FXRP na Hyperliquid. Depois, eles podem resgatar o ativo novamente como XRP no XRP Ledger. O processo mantém paridade total.
Até agora, a ausência de uma ponte não custodial viável impedia esse avanço. Outras plataformas enfrentavam o mesmo problema. A Flare resolveu esse gargalo.
A rede já confirmou uma ponte dedicada para FXRP. Ela usará Flare Smart Accounts. A solução permitirá retiradas com um clique direto para o XRP Ledger.
Esse detalhe técnico muda o jogo. Ele elimina intermediários. Ele reduz riscos. E, acima de tudo, simplifica o uso institucional do XRP.
XRPFi ganha força com integração DeFi e staking
O lançamento do FXRP vai além do trading. Ele se conecta à estratégia maior chamada XRPFi. A Flare quer transformar o XRP em um ativo produtivo.
Após negociar na Hyperliquid, usuários podem levar FXRP de volta à Flare. Lá, eles acessam empréstimos, staking e aplicações DeFi. Isso amplia a utilidade do token.
Segundo Dhruv Shah, a meta é clara. A Flare quer que o FXRP vire o padrão do XRP no DeFi. A rede se posiciona como o lar definitivo desse ativo.
A escolha da Hyperliquid não foi aleatória. A plataforma usa orderbook on-chain, algo raro no DeFi. Além disso, ela não possuía par spot de XRP.
A Flare já trabalha com desenvolvedores do ecossistema Hyperliquid. O objetivo é integrar o FXRP de forma profunda. Novas aplicações devem surgir.
A expansão não para por aí. A Flare planeja levar o FXRP para outras plataformas DeFi. A estratégia prevê crescimento gradual e sustentável.
Nos últimos meses, a Flare acelerou o XRPFi. Em parceria com Upshift Finance e Clearstar, lançou o earnXRP. O produto oferece rendimento com XRP.
Além disso, a Firelight Finance lançou um protocolo de staking de XRP. Ele introduziu o token líquido stXRP. O ativo já atrai usuários.
Com o FXRP spot na Hyperliquid, o XRP entra em uma nova fase. Liquidez, DeFi e negociação à vista finalmente convergem. O ecossistema ganha maturidade.

