A Fireblocks anunciou uma integração estratégica com a Stacks que permitirá a mais de 2.400 clientes institucionais alocar capital em aplicações DeFi nativas do Bitcoin a partir de 2026. O anúncio ocorre enquanto o BTC é negociado a US$ 88.321, em queda de 1,8% nas últimas 24 horas e com ETFs spot registrando saídas líquidas de US$ 272 milhões no início de fevereiro. O movimento se insere em um momento de busca por novas fontes de rendimento em BTC, mesmo com a pressão de curto prazo no mercado institucional.
O que muda com a integração entre Fireblocks e Stacks?
Na prática, a Fireblocks passa a oferecer infraestrutura de custódia e compliance para aplicações DeFi construídas na Stacks, uma Layer 2 do Bitcoin focada em contratos inteligentes. Isso permite que instituições utilizem BTC diretamente em estratégias como Dual Stacking, empréstimos e geração de yield sem precisar “embrulhar” o ativo em outras redes.
Para o investidor brasileiro, o ponto-chave é a legitimação do DeFi institucional em Bitcoin. Com players que movimentam mais de US$ 5 trilhões por ano em transferências digitais, a Fireblocks reduz o risco operacional que historicamente afastava grandes gestores desse mercado.
Instituições buscam yield em BTC em meio à pressão dos ETFs
O anúncio ganha relevância diante do cenário recente dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA. Apenas no segundo pregão de fevereiro, os fundos registraram saída líquida de US$ 272,02 milhões, com o FBTC da Fidelity liderando os resgates em US$ 148,7 milhões. O volume negociado permaneceu elevado, em US$ 8,59 bilhões, mas o total de ativos caiu para US$ 97,01 bilhões.
Esse contraste sugere rotação de capital: enquanto ETFs sofrem com realização de lucros, estratégias alternativas de geração de rendimento em BTC ganham apelo. No gráfico diário, o BTC segue abaixo da média móvel de 50 dias, em US$ 90.400, com RSI em 43 pontos, indicando momento neutro a levemente baixista.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
Como isso pode impactar o ecossistema DeFi do Bitcoin?
A entrada institucional via Stacks coloca o Bitcoin em competição mais direta com outras infraestruturas DeFi, como o Ethereum e suas L2s, que somam mais de US$ 40 bilhões em TVL. Hoje, soluções como Rootstock já concentram cerca de US$ 200 milhões em valor bloqueado, mas a escala institucional ainda é limitada.
Se a integração atrair parte do capital institucional, a tendência é reduzir o supply de BTC em exchanges, métrica que historicamente pressiona o preço no médio prazo. Para brasileiros, isso pode significar maior demanda estrutural em pares BTC/BRL, que hoje operam próximos de R$ 660.209.
Riscos e limites da narrativa
Apesar do potencial, a integração só entra em operação no início de 2026, o que deixa espaço para volatilidade e mudanças regulatórias. Além disso, o BTC ainda enfrenta resistências técnicas relevantes em US$ 92.000 e US$ 100.000, níveis que precisam ser rompidos para retomar uma tendência mais construtiva.
Analistas projetam o Bitcoin entre US$ 120.000 e US$ 175.000 até o fim de 2026, mas o caminho depende da adoção real dessas soluções e do apetite institucional. A parceria entre Fireblocks e Stacks é um passo importante, mas ainda não elimina os riscos de execução e de mercado.

