O Ethereum atingiu um novo recorde histórico de staking, com 35,86 milhões de ETH bloqueados, o equivalente a 28,91% de toda a oferta circulante da rede. O dado chega enquanto o ETH era negociado a US$ 2.340, com alta de 1,8% nas últimas 24 horas e ganho acumulado de 6,4% em sete dias. O movimento reforça a narrativa de redução de oferta líquida em meio à maturação institucional do ecossistema.
No mercado, o volume diário de negociação do ETH ficou em US$ 12,4 bilhões, enquanto a capitalização alcançou US$ 281 bilhões, mantendo o ativo como a segunda maior criptomoeda do mundo. Para investidores brasileiros, o recorde de staking altera a dinâmica entre oferta, rendimento e liquidez, fatores centrais para decisões de médio e longo prazo.
Esse avanço ocorre após upgrades como Shanghai e Dencun, que destravaram saques e reduziram custos de rede, ao mesmo tempo em que pavimentam o caminho para atualizações futuras como Pectra e Fusaka.
O que significa quase 30% do ETH travado em staking?
Staking é o processo de bloquear ETH para validar transações e garantir a segurança da rede, recebendo recompensas em troca. Segundo dados da DataWallet, o total em staking chegou a 35,86 milhões de ETH, um aumento superior a 17,7 milhões desde o upgrade Shanghai.
Na prática, menos ETH disponível em circulação tende a reduzir a pressão vendedora no mercado à vista. Para o investidor brasileiro, isso significa um ativo estruturalmente mais escasso, especialmente em períodos de maior demanda institucional.
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A Lido mantém liderança no segmento de liquid staking, com participação entre 24,2% e 24,45% do mercado, mas o crescimento de soluções institucionais e de fila de validadores do Ethereum indica maior competição e descentralização gradual.
Staking recorde muda a estrutura de oferta do Ethereum
Do ponto de vista técnico, o ETH enfrenta resistência relevante em US$ 2.400, enquanto o principal suporte está em US$ 2.250. No gráfico diário, o RSI está em 58 pontos, indicando força compradora moderada, sem sinais de sobrecompra.
O MACD permanece positivo, com histograma em expansão, reforçando o viés de continuidade da tendência de curto prazo. As médias móveis de 50 e 200 dias estão em US$ 2.210 e US$ 1.980, respectivamente, mantendo o ativo acima de níveis-chave de longo prazo.
Em termos de fluxo, os dados mostram uma retirada líquida recente de cerca de 600.000 ETH do staking, movimento interpretado como realização parcial de lucros, e não reversão de tendência, segundo análise da DataWallet.
Como isso impacta ETFs e investidores institucionais?
O crescimento do staking fortalece a tese de ETFs e ETPs de Ethereum com rendimento embutido, como os produtos de 21Shares, CoinShares e Grayscale. Esses veículos ampliam a atratividade do ETH frente a ativos que não geram yield nativo.
Esse movimento se conecta à disputa entre ETFs de Ethereum por retorno ajustado ao risco, algo que tende a influenciar o fluxo de capital global e, indiretamente, a liquidez nas corretoras usadas por brasileiros.
Além disso, o fortalecimento do papel do Ethereum como camada de liquidação institucional sustenta a demanda estrutural por ETH no longo prazo.
Quais são os riscos por trás do recorde de staking?
Apesar do viés construtivo, maior concentração em protocolos como a Lido levanta debates sobre centralização e riscos sistêmicos. Um evento adverso em grandes provedores de staking poderia gerar volatilidade adicional.
Além disso, upgrades futuros como Pectra e Fusaka, que devem elevar o limite por validador para até 2.048 ETH e reduzir custos de L2 em até 90%, ainda dependem de execução técnica bem-sucedida, conforme análise da KuCoin.
Em síntese, o recorde de staking reforça a maturidade do Ethereum e altera sua dinâmica de oferta, mas investidores brasileiros devem acompanhar de perto métricas de concentração, fluxos e níveis técnicos antes de ajustar suas estratégias.

