O debate em torno do Clarity Act nos EUA voltou ao radar após sinalizações de que o projeto pode isentar o XRP de classificação como valor mobiliário, reforçando a tese regulatória favorável à Ripple. O mercado reagiu com o XRP subindo 3,2% nas últimas 24h, negociado a US$2,41, com volume diário de US$2,8 bilhões, segundo dados agregados de mercado. O movimento ocorre em um momento de maior busca por clareza regulatória em 2026, após anos de disputas entre empresas cripto e a SEC.
Nos últimos 7 dias, o XRP acumula alta de 6,7%, superando o desempenho do Bitcoin no mesmo período, que avançou 2,1%. Esse descolamento reforça que o catalisador é específico e ligado ao noticiário regulatório. Para investidores brasileiros, isso importa porque menor risco jurídico tende a reduzir volatilidade extrema e atrair capital institucional.
O pano de fundo macro segue sendo a tentativa dos EUA de estabelecer regras mais claras para criptoativos, algo que impacta diretamente fluxos globais e a percepção de risco em mercados emergentes como o Brasil.
O que é o Clarity Act e por que o XRP está no centro do debate?
O Clarity Act é uma proposta legislativa que busca definir critérios objetivos para diferenciar commodities digitais de valores mobiliários nos EUA. Na prática, isso pode excluir tokens amplamente negociados no mercado secundário, como o XRP, da alçada direta da SEC. Esse ponto é crucial após quase cinco anos de litígio entre Ripple e o regulador.
Em agosto de 2025, SEC e Ripple encerraram todas as apelações, consolidando o entendimento de que o XRP não é valor mobiliário em negociações de varejo, segundo reportagem da Reuters. A multa final paga pela Ripple foi reduzida para US$50 milhões, bem abaixo dos US$125 milhões inicialmente discutidos.
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Esse histórico explica por que qualquer avanço regulatório tende a ter impacto direto no preço. Ele também se conecta à expansão regulatória da Ripple fora dos EUA, fortalecendo a narrativa de crescimento global.
Indicadores técnicos mostram força, mas com resistência próxima
No gráfico diário, o XRP mantém estrutura de alta acima da média móvel de 50 dias, atualmente em US$2,18. O RSI em 62 indica momentum positivo, mas já se aproxima de zona de sobrecompra, sugerindo possível consolidação de curto prazo. O MACD segue positivo, com histograma em expansão, confirmando viés altista.
O principal suporte está em US$2,25, região defendida nas últimas correções. Já a resistência imediata aparece em US$2,50; um rompimento com volume acima de US$3 bilhões/dia pode abrir espaço para testar US$2,80. Para traders brasileiros, esses níveis ajudam a calibrar entradas e stops em reais, considerando o câmbio.
Do ponto de vista on-chain, o supply de XRP em exchanges caiu 1,4% no último mês, sinalizando menor pressão vendedora. Movimentos de baleias acima de US$10 milhões aumentaram 18% na semana, indicando reposicionamento estratégico.
Como a clareza regulatória pode impactar o longo prazo do XRP?
Com menor incerteza jurídica, o XRP se torna mais atraente para produtos institucionais. Dados recentes mostram fluxo positivo em ETPs lastreados em XRP, reforçando a demanda institucional por XRP. Isso pode sustentar o preço mesmo em cenários de correção mais ampla do mercado.
Além disso, o ecossistema avança em novas frentes, como o XRP no DeFi, ampliando casos de uso e diversificando fontes de demanda. Para investidores brasileiros, isso reduz a dependência exclusiva de narrativas especulativas.
Riscos permanecem no radar
Apesar do otimismo, o Clarity Act ainda não é lei, e mudanças no texto podem alterar o impacto esperado. Além disso, um RSI elevado aumenta o risco de correções técnicas de curto prazo. Volatilidade segue sendo parte do jogo, especialmente em ativos com histórico regulatório complexo.
Em síntese, o avanço regulatório fortalece a tese do XRP, mas disciplina de risco continua essencial. A combinação de fundamentos mais claros e sinais técnicos construtivos cria oportunidades, desde que acompanhadas de gestão cuidadosa.

