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Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC

Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC
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A Circle anunciou nesta quinta-feira (22) que vai financiar um hub digital das Nações Unidas para ampliar o uso de stablecoins reguladas em programas de ajuda humanitária. O movimento reforça a adoção institucional do USDC, que mantém paridade de US$ 1,00 e soma cerca de US$ 62 bilhões em circulação, sem impacto direto em preço, mas com ganho relevante de legitimidade. A iniciativa ocorre em um momento em que stablecoins avançam como infraestrutura crítica de pagamentos globais e disputam espaço com sistemas tradicionais.

Embora stablecoins não tenham volatilidade de preço como Bitcoin ou Ethereum, o mercado reage via métricas de adoção: o volume de transações do USDC já supera US$ 20 trilhões acumulados, alta de 78% em base anual. Para investidores brasileiros, isso sinaliza fortalecimento de ativos focados em compliance e uso real, especialmente em remessas e proteção cambial. O pano de fundo é um ciclo de maior clareza regulatória, com avanços na Europa e no Oriente Médio.

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O anúncio também dialoga com a crescente demanda por pagamentos com stablecoins, estimados em até US$ 56 trilhões até 2030, segundo projeções de mercado. Esse contexto ajuda a explicar por que grandes instituições estão acelerando parcerias no setor.

O que está por trás do hub digital da ONU?

Na prática, a Circle Foundation vai apoiar a criação de uma infraestrutura digital para que agências da ONU utilizem stablecoins reguladas, como o USDC, na distribuição de ajuda. A UNHCR, braço de refugiados da ONU, administra mais de US$ 38 bilhões por ano e enfrenta custos elevados com intermediários e atrasos. Em pilotos anteriores, o uso de stablecoins gerou economia de até 20%, segundo dados setoriais.

Stablecoins reguladas são criptoativos atrelados a moedas fiduciárias e lastreados em reservas auditadas. Isso importa porque reduz risco operacional e aumenta a transparência, fatores críticos para instituições públicas. A Circle, emissora do USDC, já é compatível com o MiCA na União Europeia e recebeu aprovação regulatória em Abu Dhabi.

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Por que isso importa para o mercado cripto?

O apoio da ONU estabelece um precedente institucional relevante, colocando o USDC à frente de concorrentes como USDT e PYUSD em termos de compliance. Esse diferencial pode acelerar a adoção em stablecoins reguladas usadas em liquidação e pagamentos globais. Segundo a Circle, o USDC já processou mais de US$ 20 trilhões em transações, reforçando escala e liquidez.

Para o investidor brasileiro, isso não significa ganho de capital direto, mas redução de risco ao usar stablecoins em corretoras, DeFi ou remessas internacionais. Em um cenário de real volátil, a demanda por dólares digitais tende a crescer, e iniciativas institucionais ajudam a sustentar essa narrativa.

Quais são os riscos e limitações?

Apesar do avanço, a adoção depende de regulações locais e da infraestrutura de cada país. Stablecoins seguem expostas a riscos de custódia, decisões políticas e mudanças regulatórias, especialmente nos EUA. Além disso, o uso em ajuda humanitária ainda está em fase inicial e pode enfrentar desafios operacionais.

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Mesmo assim, o movimento da Circle reforça uma tendência estrutural: stablecoins estão deixando de ser apenas ferramentas de trading e se consolidando como infraestrutura financeira. Para investidores brasileiros, acompanhar métricas de adoção, volume e compliance pode ser tão importante quanto olhar gráficos de preço.

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