Tecnologia

Cidade na Coreia do Sul vai usar Ethereum e Cosmos em seu projeto Blockchain City

A cidade de Busan, a segunda cidade mais populosa da Coreia do Sul, está se preparando para utilizar as tecnologias das blockchains Ethereum e Cosmos em seu projeto denominado “Blockchain City”. A cidade asiática tem se dedicado ao desenvolvimento de suas capacidades em blockchain e planeja intensificar seus esforços nessa área.

Segundo a publicação da cidade, o projeto está previsto para ser concluído até 2026 como parte do Busan Digital Asset Exchange (BDAE) e do Future Schedule Plan. A cidade sul-coreana tem experimentado diferentes implementações da tecnologia blockchain.

Busan está buscando maneiras de oferecer serviços, como vouchers digitais e criar oportunidades para que empresas operem na blockchain. No entanto, as experimentações encontraram um obstáculo devido às diferenças entre as redes e à “experiência do usuário desconfortável (UX)”.

Segundo a cidade, operar no Ethereum e em suas diversas sidechains difere significativamente das aplicações que rodam em redes como Cosmos, Cardano, Tezos, Solana e outras. Essas blockchains têm custos e velocidades de transação diferentes, exigindo ferramentas que muitos não estão dispostos a dominar.

Blockchain City

Portanto, Busan decidiu concentrar seus esforços no Ethereum e Cosmos para padronizar suas iniciativas em blockchain. A implementação deste projeto chamado Blockchain City custará cerca de 100 bilhões de won coreanos, o equivalente a R$ 364 milhões.

Assim como ocorre com o Drex no Brasil os planos da Blockchain City envolvem também tokens RWA. Ativos tokenizados e produtos financeiros relacionados têm atraído a atenção de diferentes setores. Bancos, exchanges e prestadores de serviços financeiros reconhecem os benefícios potenciais da implementação desses produtos.

Em um documento publicado em 8 de setembro, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) declarou o seguinte sobre os benefícios potenciais da tokenização: “A programabilidade de tokens e a capacidade de alavancar contratos inteligentes permitem recursos adicionais que podem ser incorporados ao ativo tokenizado, o que também pode beneficiar os mercados dos ativos de referência subjacentes”, disse.

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Cassio Gusson

Cássio Gusson é jornalista há mais de 20 anos com mais de 10 anos de experiência no mercado de criptomoedas. É formado em jornalismo pela FACCAMP e com pós-graduação em Globalização e Cultura. Ao longo de sua carreira entrevistou grandes personalidades como Adam Back, Bill Clinton, Henrique Meirelles, entre outros. Além de participar de importantes fóruns multilaterais como G20 e FMI. Cássio migrou do poder público para o setor de blockchain e criptomoedas por acreditar no potencial transformador desta tecnologia para moldar o novo futuro da economia digital.

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