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Grandes Volumes

Carteiras antigas movem milhões em Bitcoin abaixo de US$ 100 mil

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Carteiras antigas de Bitcoin, algumas inativas há mais de nove anos, voltaram a movimentar grandes volumes nesta semana, segundo análises on-chain. O BTC operava entre US$ 87.600 e US$ 91.100, acumulando alta de 1,8% nas últimas 24h, sem reação brusca imediata do mercado. O movimento ocorre em um momento de consolidação abaixo de seis dígitos, enquanto investidores monitoram fluxos institucionais e pressão de oferta.

Dados da rede indicam que 498 BTC, avaliados em US$ 44,6 milhões, foram transferidos por carteiras criadas entre 2016 e 2017. Em paralelo, o mercado segue atento à volatilidade dos ETFs à vista de Bitcoin, que alternam fortes entradas e saídas em janeiro.

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Esse tipo de atividade reacende o debate sobre redistribuição de oferta, especialmente relevante para investidores brasileiros expostos a movimentos de curto prazo.

O que são carteiras dormentes e por que voltaram a se mover?

Carteiras dormentes são endereços que permanecem anos sem transações, geralmente associadas a investidores iniciais ou mineradores antigos. Quando esses BTCs se movem, o mercado avalia se há intenção de venda ou apenas reorganização de custódia.

Segundo dados do btcparser, 2.205 BTC — cerca de US$ 197,3 milhões — foram consolidados a partir de 107 endereços inativos há mais de nove anos. Parte desses fundos foi redistribuída em endereços de 100 BTC, um padrão comum de gestão de risco e não necessariamente de liquidação imediata.

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Casos semelhantes já ocorreram, como mostra a recente movimentação de carteiras dormentes de Bitcoin, que não geraram venda direta, mas aumentaram a cautela no curto prazo.

Indicadores técnicos mostram consolidação, não pânico

No gráfico diário, o Bitcoin mantém estrutura lateralizada. O RSI em 14 períodos está em 52 pontos, sinalizando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD segue próximo da linha zero, sem viés direcional forte.

O preço permanece acima da média móvel de 50 dias, em US$ 88.400, que atua como suporte imediato. Já a resistência relevante está em US$ 91.500; um rompimento com volume pode abrir caminho para reteste da região de US$ 95.000.

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O volume negociado nas últimas 24h ficou em torno de US$ 28 bilhões, estável em relação à média semanal, indicando ausência de pânico apesar das movimentações on-chain.

ETFs e métricas on-chain ajudam a ler o impacto real

Para diferenciar redistribuição de pressão vendedora, investidores acompanham métricas on-chain como supply em exchanges. Até o momento, não houve aumento significativo de BTC depositado em corretoras.

Nos ETFs, o cenário é misto. Segundo a KuCoin, houve saídas de US$ 483 milhões em um único dia, enquanto dados da MoneyCheck mostram entradas pontuais superiores a US$ 800 milhões lideradas pela BlackRock.

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Essa divergência sugere que o capital institucional ainda está posicionado, mas de forma mais tática e sensível ao preço.

Quais riscos investidores brasileiros devem monitorar?

O principal risco é uma mudança repentina no destino desses BTCs antigos para exchanges, o que aumentaria a oferta disponível. Para quem opera no Brasil, isso pode se traduzir em maior volatilidade em reais, especialmente em dias de dólar forte.

Por outro lado, a continuidade da atividade na rede Bitcoin e a ausência de picos de venda sugerem que, por enquanto, o movimento é mais estrutural do que especulativo.

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Se o BTC perder o suporte de US$ 87.000, o próximo nível técnico relevante está em US$ 83.500. Já a retomada acima de US$ 95.000 reduziria o peso dessas movimentações antigas no curto prazo.

Em síntese, o despertar de carteiras dormentes adiciona ruído ao mercado, mas não altera a tendência enquanto os dados técnicos e institucionais permanecerem equilibrados. Para o investidor brasileiro, o foco segue em gestão de risco e leitura combinada de preço e on-chain.

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