A BlackRock afirmou em relatório divulgado nesta semana que as stablecoins deixaram de ser um nicho e estão se tornando infraestrutura financeira, com o Ethereum emergindo como principal camada de liquidação. Após a divulgação, o ETH operou em alta de 1,8% em 24 horas, negociado a US$ 3.420, enquanto o volume diário superou US$ 18 bilhões. O movimento reforça uma narrativa macro de crescente institucionalização do mercado cripto em 2026.
Na última semana, o Ethereum acumula alta de 4,6%, superando o desempenho do Bitcoin no mesmo período. O RSI de 14 dias está em 58 pontos, sinalizando momentum positivo sem entrar em sobrecompra, enquanto o MACD segue acima da linha de sinal em gráfico diário.
O relatório chega em um momento em que stablecoins somam aproximadamente US$ 298 bilhões em valor de mercado, segundo dados compilados até 5 de janeiro de 2026. Para investidores brasileiros, o dado importa porque aponta uso real da blockchain além da especulação, sustentando a tese de longo prazo do ETH.
Por que a BlackRock aposta no Ethereum?
Segundo o relatório, stablecoins estão migrando de simples instrumentos de trading para trilhos de pagamento e liquidação financeira. Na prática, isso significa que dólares tokenizados precisam de uma blockchain confiável para registrar transações finais, papel que o Ethereum vem desempenhando com maior consistência.
Hoje, cerca de 65% dos ativos do mundo real tokenizados estão no Ethereum, totalizando US$ 12,5 bilhões, de acordo com dados da RWA.xyz citados pela CryptoSlate. Além disso, o USDT mantém US$ 102 bilhões emitidos na rede Ethereum, superando o volume em redes concorrentes como Tron.
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Esse domínio se conecta ao avanço das soluções de segunda camada, tema recorrente em análises sobre Layer 2 no Ethereum, que permitem transações mais baratas sem abrir mão da segurança da camada principal.
Impactos para preço e estrutura de mercado
Do ponto de vista técnico, o ETH encontra suporte imediato em US$ 3.280, região próxima à média móvel de 50 dias. A principal resistência está em US$ 3.550; um rompimento com volume acima da média pode abrir espaço para teste de US$ 3.800 no curto prazo.
On-chain, a oferta de ETH em exchanges caiu 2,1% nos últimos 30 dias, sinalizando menor pressão vendedora. Paralelamente, grandes carteiras adicionaram cerca de 410 mil ETH no mesmo período, movimento frequentemente associado a posicionamento institucional.
O interesse institucional também aparece nos ETFs. Produtos de Ethereum listados nos EUA somavam US$ 23 bilhões em ativos sob gestão no terceiro trimestre de 2025, enquanto a BlackRock adicionou US$ 22,46 bilhões em cripto no período, com forte exposição ao ETH, segundo o Economic Times.
Quais são os riscos dessa tese?
Apesar do cenário construtivo, o próprio relatório reconhece que o Ethereum não é a única opção. A Visa, por exemplo, iniciou liquidação de USDC via Solana em dezembro de 2025, mostrando que redes de alta performance também competem por esse mercado.
Além disso, riscos regulatórios permanecem relevantes, especialmente em mercados emergentes como o Brasil, onde o uso massivo de stablecoins pode pressionar políticas monetárias locais. Para o investidor brasileiro, isso reforça a necessidade de acompanhar não apenas o preço, mas também o ambiente regulatório.
No balanço geral, o relatório da BlackRock fortalece a narrativa de que o Ethereum se consolida como infraestrutura crítica do sistema financeiro digital. Se essa tese se confirmar, o ETH tende a se beneficiar não apenas por especulação, mas por demanda estrutural de uso e liquidação.

