A Bitwise, gestora cripto com mais de US$ 10 bilhões sob gestão, lançou cofres não custodiais no protocolo DeFi Morpho, com alvo de rendimento de até 6% ao ano em stablecoins. O anúncio ocorre em um momento de forte expansão do lending descentralizado, com o TVL da Morpho atingindo US$ 2,5 bilhões em janeiro de 2026, alta de 45% em 30 dias. O movimento reforça a narrativa de 2025-2026 de instituições tradicionais migrando parte do capital para DeFi em busca de yield previsível.
Apesar de não envolver um token listado, a notícia repercute no ecossistema Ethereum, onde o ETH opera próximo de US$ 3.250, com alta de 3,1% em 7 dias e volume diário acima de US$ 18 bilhões. Para investidores brasileiros, o tema ganha relevância ao comparar yields em dólar de 6% com produtos locais atrelados ao CDI, hoje em 10,5% ao ano, mas sem exposição cambial.
O que são os cofres da Bitwise na Morpho?
Na prática, a Bitwise passa a atuar como curadora de estratégias dentro da Morpho, protocolo de lending não custodial que otimiza taxas sobre Aave e Compound. Isso significa que o investidor mantém a custódia dos ativos enquanto acessa estratégias de empréstimo em stablecoins, com risco distribuído entre múltiplos pools.
A Morpho se destaca por eficiência de capital: ao reduzir spreads, o protocolo entrega APYs entre 4% e 8% em stablecoins, faixa alinhada a dados da Dune Analytics. Esse modelo se aproxima de outras soluções não custodiais de rendimento, mas com o peso institucional de uma gestora conhecida por seus ETFs.
Bitwise define novo padrão para instituições no DeFi
A entrada da Bitwise segue uma sequência de movimentos institucionais, como vaults da BlackRock em Aave, e consolida a Morpho como infraestrutura para capital profissional. Em 2025, a Bitwise captou mais de US$ 4 bilhões em inflows em seus ETFs de Bitcoin e Ethereum, mostrando capacidade de atrair liquidez mesmo em mercados laterais.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
Esse histórico fortalece a confiança, mas também eleva a concorrência com players como Yearn Finance, que lidera o segmento de vaults com cerca de US$ 500 milhões em TVL. Para o investidor, mais opções significam spreads menores, mas exigem análise criteriosa de risco.
Quais riscos o investidor brasileiro precisa monitorar?
Apesar do apelo do yield em dólar, o risco de smart contracts permanece central. Um único exploit pode gerar perdas abruptas, independentemente da marca envolvida. Além disso, discussões regulatórias sobre rendimento em stablecoins podem afetar a oferta desses produtos a médio prazo.
Outro ponto é o risco cambial inverso: caso o dólar recue frente ao real, o ganho nominal de 6% pode ser parcialmente anulado. Para quem acessa via exchanges brasileiras ou carteiras próprias, a gestão de exposição se torna tão importante quanto o APY anunciado.
No balanço geral, a iniciativa reforça a convergência entre TradFi e DeFi, ampliando o acesso institucional a estratégias não custodiais. Para investidores brasileiros, o recado é claro: rendimento existe, mas exige entendimento técnico, diversificação e atenção aos riscos estruturais do DeFi.
Movimentos recentes da Bitwise mostram que a gestora segue explorando novas frentes, e o DeFi passa a ser parte central dessa estratégia.
Para uma visão mais ampla do mercado, análises de preço do Bitcoin ajudam a contextualizar o apetite por risco global, como discutido em níveis técnicos do BTC e projeções de longo prazo disponíveis em cenários de preço do Bitcoin.

