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Tom Lee dobra aposta: BitMine compra mais Ethereum apesar de prejuízo não realizado de US$ 7,5 bilhões

Tom Lee dobra aposta: BitMine compra mais Ethereum apesar de prejuízo não realizado de US$ 7,5 bilhões
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A BitMine Immersion Technologies (BMNR), firma de tesouraria de cripto liderada pelo renomado estrategista Tom Lee, adicionou mais 40.613 ETH ao seu portfólio na semana passada. A aquisição, avaliada em cerca de US$ 83,2 milhões, ocorre mesmo com a empresa enfrentando um prejuízo não realizado estimado em US$ 7,5 bilhões. O movimento reforça a estratégia agressiva de acumulação da empresa, que agora detém mais de 4,3 milhões de Ether, apesar da desvalorização recente do ativo que caiu para a faixa de US$ 2.123.

Para o investidor brasileiro, essa movimentação sinaliza que o interesse institucional permanece alto, independentemente da volatilidade de curto prazo. No Brasil, com o Ethereum cotado na faixa de R$ 12.300, a queda recente assustou o varejo, mas parece ter aberto uma janela de oportunidade para grandes “baleias”. A ação da BitMine sugere uma visão de longo prazo que ignora o ruído momentâneo de preço, focando na utilidade da rede e nos ciclos históricos de recuperação.

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O que explica a estratégia agressiva da BitMine?

A persistência da BitMine em acumular Ethereum, mesmo com perdas no papel, baseia-se na tese de “recuperação em V” defendida por Tom Lee. Segundo o executivo, o preço atual do ETH não reflete seus fundamentos e utilidade como futuro das finanças. A empresa controla agora cerca de 3,58% da oferta circulante de todo o Ethereum, consolidando-se como a maior tesouraria corporativa focada neste ativo.

No entanto, a matemática por trás dessas compras exige nervos de aço. A BitMine acumula perdas com ETH devido ao seu alto custo médio de aquisição, que supera os US$ 4.000 por token em grande parte de suas participações iniciais. Para voltar ao “zero a zero”, o ativo precisaria quase dobrar de valor em relação aos preços atuais. Apesar disso, Lee aponta que o Ethereum historicamente apresenta recuperações rápidas após quedas superiores a 50%, padrão observado em oito ocasiões anteriores.

Além da valorização do preço, a estratégia da empresa envolve o staking massivo. Cerca de 67% das participações estão em staking, gerando uma receita anualizada superior a US$ 200 milhões, o que ajuda a amortecer o impacto da desvalorização do preço do token, conforme dados divulgados pela empresa.

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Impacto institucional e pressão no mercado

A atuação da BitMine funciona como um contrapeso importante em momentos de baixa liquidez. Enquanto analistas observam se a entrada de fluxos nos ETFs de Ethereum consegue sustentar os preços, compras diretas de tesourarias corporativas removem oferta do mercado de forma definitiva. A estratégia espelha, em certa medida, o que a MicroStrategy fez com o Bitcoin, mas aplicada ao ecossistema de contratos inteligentes.

Tom Lee mantém uma visão otimista, citando que as “melhores oportunidades de investimento&feira” surgem após grandes declínios. Em análises anteriores de Tom Lee, o estrategista já havia alertado para a resiliência do mercado cripto diante de cenários macroeconômicos adversos. A expectativa da firma é que uma recuperação robusta ocorra ao longo de 2026, impulsionada não apenas por especulação, mas pelo uso da rede.

Além disso, mudanças na arquitetura da rede podem influenciar essa recuperação. Recentemente, observamos como o Ethereum ajusta seu foco estratégico, o que pode reacender o interesse de investidores que migraram para blockchains concorrentes durante o “inverno cripto”.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para quem opera no Brasil, a notícia traz um misto de cautela e validação. Embora ver um gigante institucional comprando possa encorajar a entrada no mercado, é crucial lembrar que a BitMine possui uma tolerância ao risco e um horizonte de tempo muito diferentes do investidor de varejo. Um prejuízo não realizado de US$ 7,5 bilhões quebraria qualquer trader individual, mas para uma empresa listada em bolsa, é parte de uma tese de balanço patrimonial de longo prazo.

Investidores locais devem observar os níveis de suporte do ETH em reais. A compra institucional nessa faixa de preço sugere que o “smart money” vê valor abaixo de US$ 2.200. No entanto, a alta dependência de uma recuperação futura exige gestão de risco rigorosa, evitando alavancagem excessiva em um mercado que ainda busca, segundo analistas da Decrypt, um fundo definitivo.

Em suma, enquanto a BitMine dobra a aposta acreditando na recuperação em 2026, o mercado permanece em uma zona de decisão crítica. O suporte na região dos US$ 2.100 (cerca de R$ 12.000) mostra-se vital. Se a tese de Tom Lee se confirmar, os preços atuais podem ser vistos no futuro como uma oportunidade geracional; caso contrário, a pressão vendedora poderá testar a paciência — e o caixa — até mesmo das maiores baleias.

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