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Bitmine amplia tesouraria para 4,42 milhões de ETH e passa a deter 3,66% da oferta circulante

Ethereum
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A Bitmine Immersion Technologies revelou nesta semana que expandiu agressivamente sua tesouraria para 4,42 milhões de Ether (ETH), consolidando sua posição como a maior detentora corporativa do ativo no mundo. Avaliada em cerca de US$ 8,7 bilhões (aproximadamente R$ 50,4 bilhões na cotação atual), essa reserva confere à empresa o controle de impressionantes 3,66% da oferta total da criptomoeda. O movimento, realizado durante o que o presidente da empresa chamou de “mini inverno cripto”, sinaliza uma aposta institucional de alta convicção na escassez e utilidade da rede Ethereum.

O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, a Bitmine está executando uma estratégia de “tesouraria ativa” que vai além da simples acumulação de valor. Diferente de empresas que apenas compram Bitcoin para reserva de valor, a Bitmine busca gerar rendimentos passivos através do *staking* (o processo de travar moedas para validar a rede). A empresa enxerga a queda recente nos preços não como um problema, mas como uma oportunidade de comprar ativos fundamentais com desconto, apostando que o preço atual não reflete a utilidade real da blockchain.

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Essa tática reflete uma tendência crescente onde empresas de capital aberto utilizam criptoativos para fortalecer seus balanços e gerar fluxo de caixa adicional. É um movimento similar ao que observamos recentemente quando a Sharplink ampliou seu tesouro de Ethereum, validando a tese de que o ETH se tornou um ativo indispensável para tesourarias corporativas modernas que buscam diversificação além do dólar.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

A acumulação da Bitmine é sustentada por números robustos e uma visão de longo prazo sobre a infraestrutura da Web3, conforme reportado pelo The Block. Os principais dados incluem:

  • Volume Massivo: A empresa agora detém 4,42 milhões de tokens, o que representa 3,66% de todo o Ethereum em circulação, aproximando-se rapidamente da sua meta de controlar 5% da oferta.
  • Receita de Staking: Cerca de 68,7% desses ativos (mais de 3 milhões de ETH) estão em *staking*, gerando uma receita anualizada de US$ 171 milhões (aproximadamente R$ 991 milhões), com um rendimento de 2,89%.
  • Poder de Fogo Total: Além do ETH, a empresa reportou possuir US$ 691 milhões em caixa e outros investimentos, totalizando US$ 9,6 bilhões em ativos estratégicos.
  • Fundamentos de Adoção: A decisão de compra baseia-se na tokenização de ativos de Wall Street e no uso de blockchains para pagamentos em Inteligência Artificial.

Esses fundamentos econômicos e tecnológicos alinham-se diretamente com o momento atual da rede, onde o Ethereum divulga seu roadmap de recuperação focado em escalabilidade e utilidade institucional, tornando a acumulação corporativa uma aposta calculada no sucesso dessas atualizações.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, a entrada massiva de um player corporativo comprando 3,66% da oferta de ETH funciona como um forte sinal de validação, reduzindo a percepção de risco institucional do ativo. Quando uma empresa listada em bolsa aloca bilhões em uma criptomoeda, ela sinaliza ao mercado que o ativo possui maturidade suficiente para compor balanços auditados. Isso reforça narrativas que vimos anteriormente, como quando a BlackRock sinalizou posições em Bitcoin e Ethereum, abrindo caminho para a entrada de capital tradicional.

Na prática, a retirada de milhões de ETH de circulação para carteiras de *staking* tende a reduzir a liquidez disponível nas corretoras, o que historicamente pode pressionar os preços para cima em momentos de alta demanda. O investidor local pode aproveitar esse cenário expondo-se ao ativo diretamente via corretoras nacionais (como Mercado Bitcoin e Foxbit) ou através de produtos regulados na B3, como os ETFs de Ethereum (ETHE11), que oferecem uma camada extra de segurança jurídica e facilidade tributária.

Além disso, o movimento da Bitmine ecoa estratégias de diversificação de grandes fundos, similar ao que ocorreu quando Harvard reduziu sua exposição em Bitcoin para investir em Ethereum. Para o brasileiro, isso sugere que manter uma carteira diversificada entre as duas principais criptomoedas é uma estratégia cada vez mais padrão no mercado global.

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Riscos e o que observar

Apesar do otimismo institucional, a concentração de uma fatia tão grande da oferta (quase 4%) nas mãos de uma única entidade privada levanta preocupações sobre centralização. Se a Bitmine precisar liquidar essa posição rapidamente para cobrir obrigações financeiras, o impacto no preço do ETH seria severo. Analistas também alertam para os riscos inerentes ao *staking* institucional, embora a empresa planeje mitigar isso lançando sua própria infraestrutura, a rede MAVAN.

Investidores devem monitorar de perto os próximos relatórios trimestrais da empresa, conforme detalhado no comunicado à PR Newswire, para verificar se a meta de 5% da oferta será atingida e como o mercado reagirá a essa redução de liquidez flutuante.

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