Um relatório da Messari Research aponta que a Bitget escalou rapidamente seu modelo de Universal Exchange (UEX), acumulando US$ 18 bilhões em volume de futuros de ações tokenizadas até dezembro de 2025. O avanço ocorre enquanto o mercado cripto mais amplo consolidou, com Bitcoin oscilando na faixa de US$ 98.000 a US$ 102.000 nos últimos 7 dias, sem catalisadores macro claros. A tokenização de ativos do mundo real (RWAs) emerge como uma das narrativas estruturais mais fortes do ciclo atual.
Segundo a Messari, traders institucionais já respondem por 82% do volume spot da Bitget, contra 39,4% em janeiro, indicando uma mudança profunda no perfil de liquidez. Para investidores brasileiros, isso sinaliza spreads menores e execução mais eficiente em produtos ligados a ações globais. O movimento acontece em paralelo ao crescimento de ativos tokenizados em múltiplos segmentos do mercado.
Em termos macro, a busca por acesso 24/5 a ações dos EUA reflete tanto a volatilidade dos balanços quanto restrições operacionais do mercado tradicional. Plataformas cripto estão ocupando esse espaço ao integrar negociação on-chain e infraestrutura centralizada. Isso reforça a convergência entre finanças tradicionais e cripto.
O que são ações tokenizadas e por que os volumes dispararam?
Ações tokenizadas representam versões digitais de papéis listados, negociadas via blockchain, permitindo exposição econômica sem os limites de horário das bolsas tradicionais. Na Bitget, esses produtos estrearam em julho de 2025 e já registraram US$ 13,6 bilhões em volume de futuros apenas em novembro. O dado mostra aceleração clara da demanda em períodos de resultados corporativos.
De acordo com Messari Research, o volume spot ultrapassou US$ 1 bilhão em dezembro, concentrando 89% do mercado da Ondo no período. Tesla liderou com mais de US$ 6,3 bilhões, seguida por Meta, MicroStrategy, Apple e Google, que juntas somaram US$ 12,9 bilhões. Para o investidor, isso indica preferência por ações líquidas e sensíveis a notícias.
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Demanda institucional redefine a estrutura do mercado
A participação institucional saltou para 82% do volume spot e cerca de 60% do mercado de futuros, segundo o relatório. Essa presença tende a reduzir slippage e aumentar profundidade de livro, fatores críticos para traders ativos. Não por acaso, a discussão sobre participação institucional voltou ao centro do mercado cripto.
Além disso, a Bitget adotou política de zero taxa para ações tokenizadas até abril de 2026, estratégia que pressiona concorrentes. O domínio de market share cria um efeito de rede difícil de replicar no curto prazo. Para brasileiros, isso amplia o acesso a ações globais sem depender de corretoras internacionais.
Quais os riscos para investidores brasileiros?
Apesar do crescimento, ações tokenizadas ainda carregam riscos operacionais e regulatórios. A liquidação depende da infraestrutura da plataforma e de parceiros custodiais, o que adiciona camadas de contraparte. Em momentos de estresse, a liquidez pode se concentrar rapidamente.
Além disso, a correlação com o mercado cripto permanece elevada. Se Bitcoin perder suportes-chave, como US$ 95.000, a aversão a risco pode reduzir volumes nesses produtos. O investidor deve tratar tokenização como diversificação, não substituição total do mercado tradicional.
No curto prazo, o relatório da Messari reforça que a tokenização deixou de ser experimento e virou produto de escala. Para quem acompanha a convergência entre cripto e finanças tradicionais, os números da Bitget funcionam como termômetro de uma tendência que ainda está no início.

