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Bitcoin tem 6 semanas para evitar pior período de baixa da história, aponta análise

Bitcoin tem 6 semanas para evitar pior período de baixa da história, aponta análise
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O Bitcoin (BTC) é negociado atualmente na faixa de US$ 68.800 (aproximadamente R$ 399.000), enfrentando um momento decisivo em sua trajetória. Segundo uma análise recente do CryptoSlate, o ativo tem apenas seis semanas para reverter a tendência de queda e evitar registrar o período de baixa mais longo de sua história.

Com quedas mensais consecutivas e saídas massivas de capital dos ETFs, o mercado observa com apreensão se março trará uma recuperação ou confirmará um recorde negativo inédito desde 2018. Para o investidor, o foco agora se volta para a capacidade do preço em sustentar suportes críticos nas próximas semanas.

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O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o Bitcoin está sofrendo uma “ressaca” prolongada após atingir seu topo histórico de US$ 126.000 em outubro de 2025. Dados recentes mostram que os ETFs de Bitcoin à vista registraram saídas líquidas superiores a US$ 2 bilhões, pressionando o preço para baixo. Essa movimentação transformou o comportamento do BTC, que agora reage mais como um ativo de risco sensível às taxas de juros do que como uma reserva de valor isolada.

O cenário macroeconômico, com expectativas de taxas de juros “mais altas por mais tempo”, tem impulsionado essa correção. O ativo caminha para o quinto mês consecutivo de queda se fechar fevereiro no vermelho. Para entender melhor a profundidade dessa retração e os suportes que estão sendo testados, vale conferir o contexto detalhado sobre a correção atual do Bitcoin e os níveis de medo no mercado.

Quais níveis técnicos importam agora?

A análise técnica aponta para um cenário de alerta máximo. O Bitcoin fechou em baixa nos últimos quatro meses e, com fevereiro negativo em 12% até o momento, aproxima-se de um recorde perigoso. O pior período de quedas mensais consecutivas ocorreu entre janeiro de 2017 e agosto de 2018, durando seis meses. Se março também fechar negativo, o BTC igualará esse registro histórico.

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Para invalidar essa tese de baixa histórica, o Bitcoin precisa realizar dois movimentos cruciais:

  • Reverter a tendência antes do fechamento de março;
  • Recuperar o nível de US$ 80.000 (R$ 464.000), considerado vital para retomar a estrutura de alta.

Atualmente, o preço está cerca de 45% abaixo do pico de outubro. Indicadores de fluxo institucional mostram sinais de exaustão vendedora, mas o volume precisa confirmar essa reversão. Dados recentes destacam sinais de capitulação nos ETFs de Bitcoin, o que historicamente pode preceder fundos de mercado.

Para uma visão mais aprofundada dos gráficos e projeções de curto prazo, é recomendável ler a nossa análise técnica recente do Bitcoin, que detalha os suportes imediatos que os touros precisam defender.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor no Brasil, a situação exige cautela redobrada. Embora a desvalorização do Real frente ao Dólar possa amortecer as quedas nominais em BRL, a volatilidade do ativo subjacente (BTC) é o fator dominante agora. O momento não é ideal para alavancagem excessiva, visto que o mercado está testando a paciência dos detentores de longo prazo.

Analistas sugerem que, apesar do medo extremo, correções dessa magnitude (40-50%) são comuns em ciclos de alta do Bitcoin e podem oferecer oportunidades de acumulação para quem tem visão de longo prazo. No entanto, é essencial monitorar se o preço conseguirá se manter acima dos US$ 60.000 (aprox. R$ 348.000). Segundo dados da VanEck, o desvio atual em relação à média móvel de 200 dias é um evento estatisticamente raro, o que pode sugerir uma eventual reversão à média.

Riscos e contrapontos no radar

Em síntese, as próximas seis semanas funcionarão como um teste de estresse macro para o Bitcoin pós-ETF. Se o suporte falhar e março fechar no vermelho, o sentimento de “inverno cripto” pode se intensificar, levando a preços mais baixos.

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Por outro lado, instituições financeiras continuam otimistas no médio prazo. Um relatório recente indica que a Bernstein mantém seu alvo de preço para o Bitcoin em 2026, vendo a queda atual como a “pior hipótese” dentro de um ciclo estruturalmente altista. Investidores devem manter a gestão de risco afiada e acompanhar os dados de inflação dos EUA, que continuam sendo o principal catalisador dos movimentos de preço.

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