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Bitcoin Hoje 26/02/26: Short Squeeze de US$ 190 Milhões Impulsiona Alta de 9%

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O Bitcoin (BTC) protagoniza uma reviravolta impressionante nesta quarta-feira, negociado na faixa de US$ 68.117 (aproximadamente R$ 388.200). O movimento foi impulsionado por um short squeeze agressivo que resultou na liquidação de US$ 190 milhões em posições vendidas, catapultando o ativo para uma alta de 9% nas últimas 24 horas e afastando temporariamente o medo de perder o suporte dos US$ 60.000.

No entanto, a euforia vem acompanhada de um sinal de divergência clássico na análise técnica BTC: a subida ocorreu com volume decrescente comparado às quedas anteriores. Essa contradição levanta a dúvida crítica que domina as mesas de operação hoje: estamos diante de uma reversão de tendência genuína ou de uma armadilha de touros pronta para capturar investidores desatentos antes de uma nova correção?

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O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, um short squeeze ocorre quando traders que apostavam na queda do preço (shorts) são pegos de surpresa por uma subida repentina e forçados a recomprar o ativo para estancar seus prejuízos. Essa compra forçada e simultânea cria um efeito cascata, acelerando a alta verticalmente. Dados de mercado indicam que essa liquidação em massa de liquidações cripto serviu como o principal combustível para o repique do preço Bitcoin, exacerbado pela baixa liquidez nos livros de ofertas.

Além da mecânica de mercado, o sentimento recebeu suporte dos fluxos institucionais. Segundo relatório da Finance Magnates, os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas de US$ 257 milhões, coincidindo com sinais de recuperação nos mercados de tecnologia. Contudo, é preciso atenção: como observamos na intensa movimentação de baleias enviando US$ 8 bilhões para a Binance, a pressão vendedora de grandes detentores ainda ronda o mercado, sugerindo que a volatilidade está longe de acabar.

Quais níveis técnicos importam agora?

O gráfico diário apresenta um cenário de batalha campal. O indicador Fear & Greed (Medo e Ganância) permanece na zona de “medo extremo” com pontuação de 11, historicamente uma zona de oportunidade, mas também de risco agudo. A análise do RSI e o colapso do sentimento sugerem que o ativo estava profundamente sobrevendido, o que justifica o repique técnico, mas a falta de volume comprador consistente exige cautela redobrada.

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Aqui estão os pontos de controle cruciais para as próximas sessões:

  • Suporte Imediato: US$ 65.000 (aproximadamente R$ 370.500) — Esta é a “linha na areia” atual. Manter este nível é vital para validar a recuperação; perdê-lo reabre o caminho para testar novamente o suporte crítico de US$ 60 mil.
  • Resistência Principal: US$ 71.095 (aproximadamente R$ 405.200) — Coincidindo com a média móvel de 30 dias, este é o “Nível do Chefe”. Um fechamento diário acima desta marca confirmaria a retomada da tendência de alta de médio prazo.
  • Zona de Perigo: US$ 62.500 (aproximadamente R$ 356.250) — Caso o suporte imediato falhe, este patamar técnico funciona como o último bastião antes de uma possível queda rumo aos US$ 50.000.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o cenário exige sangue frio. A recuperação do Bitcoin hoje para patamares acima de R$ 380.000 pode parecer um convite ao risco, mas a volatilidade cambial adiciona uma camada extra de complexidade. A tentação de usar alavancagem para recuperar perdas recentes é alta, mas deve ser evitada a todo custo em momentos de squeeze, onde o mercado se move de forma irracional e rápida.

A estratégia mais prudente continua sendo a do preço médio (DCA), evitando compras de pânico no topo de velas verdes. O contexto macroeconômico ainda impõe desafios, e como reportamos anteriormente, detentores institucionais venderam volumes expressivos via ETFs neste trimestre, removendo parte do colchão de liquidez que sustentava o preço. Além disso, com a nova regulação do Banco Central exigindo capital mínimo para exchanges, o ambiente local passa por ajustes que o investidor deve acompanhar de perto.

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Em síntese, o Bitcoin ganhou um novo fôlego com a liquidação dos ursos, mas a sustentabilidade desse movimento depende da entrada de volume real de compra, não apenas de fechamento de shorts. A defesa do suporte de US$ 65.000 nas próximas 48 horas definirá se veremos o ataque aos históricos US$ 70.000 ou uma nova perna de baixa corretiva.

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