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Bitcoin Hoje 26/01/26: BTC reage após mínima mensal, mas derivativos indicam estresse

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O Bitcoin se recuperou nesta segunda-feira (26) após tocar uma mínima de mais de um mês em US$ 86.000, reagindo junto à abertura dos futuros da CME. A maior criptomoeda do mercado chegou a subir mais de 2% nas horas seguintes, alcançando US$ 88.250 antes de perder força e voltar para a região de US$ 87.900. O movimento ocorre em um ambiente macro de aversão ao risco, com metais preciosos renovando máximas e pressionando ativos considerados de risco.

Nas últimas 24 horas, o BTC acumula alta de 1,9%, mas ainda registra queda de 6,4% nos últimos sete dias. No ano (YTD), a desvalorização já chega a 8,1%, refletindo um mercado mais sensível a fluxos institucionais e liquidações forçadas.

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Para investidores brasileiros, o recuo do dólar frente ao real ameniza parte das perdas em reais, mas não elimina o risco de novos testes de suporte no curto prazo.

O que explica a reação do Bitcoin após a mínima mensal?

Em termos simples, o BTC encontrou demanda defensiva na faixa de US$ 86.000, nível que coincide com a mínima mensal de Bitcoin destacada em análises recentes. Esse patamar atraiu compras táticas de curto prazo, especialmente após liquidações agressivas no mercado de derivativos.

Segundo dados compilados pela News.com.au, mais de US$ 315 milhões em posições alavancadas foram liquidadas em apenas quatro horas quando o preço caiu para US$ 86.284. Liquidações desse tipo forçam recompras automáticas, criando repiques técnicos como o observado.

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No gráfico diário, o RSI do Bitcoin está em 38 pontos, ainda em território de fraqueza, mas distante de sobrevenda extrema. O MACD segue negativo, com histograma abaixo de zero, reforçando que a tendência principal continua pressionada.

Derivativos e ETFs aumentam a pressão estrutural

Apesar do alívio pontual, os sinais do mercado de derivativos permanecem cautelosos. O open interest nos futuros caiu cerca de 4% na semana, indicando redução de apetite por risco, enquanto as taxas de financiamento seguem levemente negativas.

Do lado institucional, os ETFs de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 1,33 bilhão entre 20 e 23 de janeiro, segundo dados do Coin360. Produtos como o IBIT, da BlackRock, e o FBTC, da Fidelity, lideraram os resgates, um sinal de desalocação tática.

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Esse movimento se soma a outras saídas relevantes no fim de dezembro, reforçando um cenário em que o fluxo institucional deixa de ser suporte e passa a amplificar quedas.

O rali das altcoins muda o jogo?

Enquanto o Bitcoin tenta se estabilizar, algumas altcoins apresentam desempenho relativo melhor, após semanas de forte correção no desempenho das altcoins. Esse movimento, porém, parece mais um ajuste técnico do que uma rotação estrutural de capital.

O domínio do BTC permanece acima de 52%, sugerindo que o mercado ainda busca proteção relativa na maior criptomoeda. Para traders, a resistência imediata está em US$ 88.500, enquanto o suporte crítico segue em US$ 86.000.

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Riscos no curto prazo seguem elevados

O principal contraponto ao repique atual é a tendência de topos e fundos descendentes, em vigor desde outubro. Caso o BTC perca novamente a faixa de US$ 86.000, analistas técnicos apontam espaço para queda até US$ 83.500, onde passa a média móvel de 200 dias.

Para o investidor brasileiro, o cenário exige gestão de risco e atenção redobrada a dados de fluxo e derivativos. A recuperação atual oferece alívio, mas ainda não sinaliza reversão clara de tendência.

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