O Bitcoin (BTC) intensificou sua correção nesta quinta-feira (19), sendo negociado abaixo do nível psicológico crítico, cotado em torno de US$ 65.924 (aproximadamente R$ 382.300 na cotação atual). O ativo registrou uma queda de 2,28% nas últimas 24 horas, acompanhando uma perda de US$ 43 bilhões na capitalização total do mercado cripto. Este movimento ocorre em um momento delicado, onde pressões macroeconômicas globais convergem com mudanças regulatórias significativas no cenário doméstico.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, o mercado está reagindo a uma combinação de exaustão técnica e reajuste regulatório. A pressão de venda aumentou após o ativo falhar em romper novas máximas, levando investidores a realizarem lucros. Veja uma análise detalhada sobre as causas da queda do mercado hoje para entender os fluxos de capital envolvidos.
Além disso, o cenário institucional está cauteloso. A recente implementação das novas regras do Banco Central criou um ambiente de espera e observação (wait-and-see) entre grandes players locais. O volume de negociação sofreu uma leve retração, indicando que o “dinheiro inteligente” está aguardando a definição de um piso mais claro antes de novas alocações agressivas.
Quais níveis técnicos importam agora?
Segundo a análise técnica de curto prazo, a perda do suporte US$ 66000 coloca o Bitcoin em uma posição vulnerável. Este nível, que anteriormente atuava como um piso sólido para compradores, agora pode se transformar em uma resistência imediata.
Analistas apontam os seguintes pontos de atenção:
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- Suporte Imediato: US$ 65.000 (R$ 377.000). A defesa desta zona é crucial para evitar um teste dos US$ 60.000.
- Resistência Intermediária: US$ 68.000. O preço precisa recuperar este nível para anular a tendência de baixa de curto prazo.
- Alvo de Recuperação: A volatilidade recente nos derivativos sugere que os touros mirarão novamente a resistência US$ 70000 assim que o sentimento se estabilizar.
Dados históricos indicam que tais correções são comuns antes de novos impulsos de alta. De acordo com gráficos da Bitbo, o Bitcoin historicamente testa zonas de liquidez inferiores antes de retomar tendências de alta macros.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor brasileiro, o cenário exige atenção redobrada não apenas ao gráfico, mas à conformidade. Com a regulação cripto Brasil entrando em uma nova fase, as exigências para Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV) tornaram-se mais rigorosas este mês.
As novas normas do BC visam trazer segurança, mas podem gerar fricção temporária na liquidez de algumas plataformas. É essencial que o investidor verifique se sua exchange está adequada às normas de segregação patrimonial e reporte. O contexto regulatório local também inclui discussões sobre tributação, conforme detalhado nesta matéria sobre o estudo de impostos sobre stablecoins.
A Binance e outras grandes corretoras projetam crescimento a longo prazo, sugerindo que a queda atual pode ser vista como oportunidade para quem faz preço médio (DCA), desde que operando em ambientes regulados.
Em síntese
A luta do Bitcoin para retomar o patamar acima de US$ 66.000 definirá o tom para o restante de fevereiro. Embora a pressão vendedora seja evidente, muitos analistas consideram que o ativo ainda está em uma zona de compra dentro do ciclo de alta. Os investidores devem monitorar o fechamento diário; manter-se acima de US$ 65.000 é vital para a saúde da tendência.

