O mercado de criptomoedas busca estabilidade nesta segunda semana de fevereiro de 2026, com o Ethereum (ETH) lutando para manter o nível psicológico de US$ 2.000 (aproximadamente R$ 11.600). Após uma correção severa que derrubou o ativo em 13% no gráfico semanal, o ETH é negociado a US$ 2.009 no momento da escrita, com uma leve recuperação intradiária de 4%. O Bitcoin (BTC), por sua vez, tenta consolidar suportes acima de US$ 70.000 (R$ 406.000), enquanto traders brasileiros avaliam as oportunidades de entrada indicadas pelo famoso Rainbow Chart.
O que explica a volatilidade atual e o Rainbow Chart?
Em termos simples, o mercado reage a uma combinação de exaustão técnica e realização de lucros após o pico de agosto de 2025. O Ethereum, especificamente, tem enfrentado pressão vendedora que o empurrou de volta para zonas de suporte testadas pela última vez em anos anteriores. Para entender se o preço atual é uma oportunidade ou uma armadilha, analistas recorrem ao Ethereum Rainbow Chart. Esta ferramenta sobrepõe o preço histórico do ETH a curvas de crescimento logarítmico, dividindo as avaliações em bandas coloridas que vão de “Território de Bolha Máxima” a “Venda de Fogo” (profundamente subvalorizado).
Atualmente, o cenário macroeconômico global, somado a desafios técnicos discutidos em análises sobre o ecossistema Layer 2, mantém o ETH em zonas de acumulação. No entanto, indicadores como o RSI (Índice de Força Relativa) no gráfico de 4 horas mostram o ativo em 32 pontos, sugerindo uma condição de sobrevenda, mas sem divergências de alta claras que garantam uma reversão imediata.
Quais são os níveis técnicos essenciais para o Ethereum?
Segundo a leitura do gráfico para o final de fevereiro de 2026, o Ethereum está navegando em bandas decisivas. O preço atual situa o ativo firmemente na banda de “Acumulação”, que varia entre US$ 1.872 e US$ 2.616 (aprox. R$ 10.800 a R$ 15.100). Historicamente, esta zona é vista como um ponto de entrada atraente para investidores de longo prazo que buscam se posicionar antes de novos ciclos de alta.
Se o sentimento do mercado melhorar, a próxima resistência relevante está na banda “Ainda barato”, que se estende até US$ 3.706. Por outro lado, o cenário de “Venda de Fogo” projeta um suporte crítico próximo a US$ 1.011, embora este nível represente uma catástrofe improvável no curto prazo. Para o Bitcoin, como detalhado em análises anteriores do Rainbow Chart, a defesa dos níveis atuais é vital para evitar quedas maiores.
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Para quem olha ainda mais longe, as projeções alinham-se com estudos sobre previsões de preço do Ethereum para as próximas décadas, reforçando que a volatilidade atual pode ser apenas um ruído dentro de uma tendência secular de alta.
Como isso afeta os investidores brasileiros?
Para o investidor brasileiro, o momento exige cautela redobrada com a alavancagem. Dados técnicos sugerem que o Ethereum pode estar formando uma estrutura corretiva complexa (Onda Z de Elliott), que poderia levar o preço a testar US$ 1.694 (cerca de R$ 9.800) se o suporte de US$ 2.000 falhar definitivamente, como alertam analistas de ondas de Elliott.
No caso do Bitcoin, a manutenção do suporte entre US$ 69.000 e US$ 70.000 é crucial. Uma perda dessa região poderia desencadear uma correção até US$ 60.000, afetando negativamente todas as altcoins. Conforme apontado em relatórios recentes sobre o comportamento do BTC no início do mês, o mercado está em um ponto de inflexão.
A recomendação prática predominante é observar o fechamento diário. Se o ETH conseguir retomar a banda “Ainda barato” acima de US$ 2.616, o cenário muda para alta. Contudo, enquanto estiver preso na zona de acumulação inferior, a estratégia de Preço Médio (DCA) com baixo risco parece ser a mais sensata para quem não quer tentar cronometrar o fundo exato do mercado.
Em síntese, o mercado cripto em fevereiro de 2026 apresenta oportunidades claras de acumulação para investidores pacientes, mas os riscos técnicos de curto prazo ainda são elevados. A disciplina em respeitar os suportes em US$ 2.000 para o ETH e US$ 69.000 para o BTC será determinante para a preservação de capital nas próximas semanas.

