Bitcoin entrou na primeira semana útil do ano exibindo força, mas também enfrentando limites claros. O ativo tocou US$ 94.800 na segunda-feira, seu ponto mais alto desde meados de novembro, antes de recuar para a faixa de US$ 93.600. O movimento dividiu o mercado entre quem vê resistência firme e quem aposta em um rompimento capaz de empurrar o preço até US$ 98.900, região que funcionou como piso entre junho e novembro.
Apesar da cautela em torno do BTC, o restante do mercado exibiu sinais de apetite por risco, especialmente no universo das memecoins — novamente protagonista do fluxo varejista.

Bitcoin oscila perto da resistência enquanto altcoins aceleram
O BTC repetiu um comportamento observado em dezembro: aproxima-se da zona dos US$ 95 mil e perde força, o que incentiva vendedores a abrir posições vendidas. Porém, analistas destacam que um rompimento consistente desse nível poderia destravar uma corrida até a faixa dos US$ 98.900, onde o mercado encontrou forte suporte durante boa parte de 2025.
Enquanto isso, SUI disparou 16% em 24 horas, impulsionada por especulações sobre a possível integração de recursos de privacidade após a publicação de um estudo técnico da Mysten Labs. A performance reforçou uma tendência já em curso no ativo, que também avançou mais de 3% desde a meia-noite (UTC).
O XRP manteve o ritmo acelerado da virada do ano. O token acumula 29% de alta desde 1º de janeiro, uma das melhores performances entre as grandes criptomoedas.
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Explosão no mercado de memecoins reacende interesse varejista
O destaque do dia veio da Solana. O serviço Pump.fun — plataforma que cria e lista memecoins automaticamente — atingiu US$ 1,27 bilhão em volume diário, o maior da sua história. O número mostra que o varejo voltou a operar com intensidade no setor que dominou a narrativa em 2023 e 2024.
O CoinDesk Memecoin Index (CDMEME) subiu 1,5%, acumulando 19% de ganho no ano e sinalizando forte renovação de fluxo em tokens de alta volatilidade. Na BNB Chain, os chamados “Four Meme”, um conjunto de ativos populares entre comunidades chinesas, também registraram forte movimento.
Apesar do entusiasmo, indicadores técnicos sugerem cautela. O RSI médio do mercado está em zona de sobre-compra, o que costuma antecipar fases curtas de realização de lucros.
Derivativos mostram liquidações pesadas e alavancagem moderada
As próximas sessões podem trazer mais volatilidade. Somente nas últimas 24 horas, US$ 400 milhões em posições futuras foram liquidados, sendo US$ 200 milhões em shorts, mostrando que muitos apostaram incorretamente em queda.
O open interest global de BTC permaneceu estável em 660 mil BTC, enquanto o de XRP saltou para 2 bilhões de unidades — o maior nível desde outubro. As funding rates seguem levemente positivas na maior parte do mercado, embora SOL, TRX, ZEC, SHIB e UNI apresentem taxas negativas, indicando aumento de posições vendidas.
No mercado de opções, a volatilidade implícita de 30 dias do BTC voltou de 47% para 44%, sinalizando ambiente ainda calmo. Na Deribit, o viés por puts continuou diminuindo, com traders buscando exposição via calls.
Bitcoin está testando uma resistência importante enquanto altcoins e memecoins lideram a alta. Porém, com RSI elevado, liquidações intensas e fluxo predominantemente varejista, o mercado pode enfrentar correções rápidas caso o BTC falhe novamente ao romper os US$ 95 mil.

