Bitcoin iniciou a primeira semana útil do ano com força renovada e, mesmo em meio a um cenário geopolítico tenso, mostrou apetite de risco entre traders. O ativo tocou rapidamente os US$ 93.000, aproveitando um fluxo comprador forte após os EUA derrubarem o governo venezuelano, enquanto o mercado ajustou posições e ampliou a recuperação iniciada no final de 2025. O movimento consolidou um início de ano volátil, porém amplamente positivo, para as principais criptomoedas.
Apesar do recuo posterior, o BTC manteve ganhos de cerca de 1% no dia e 3% na semana, reforçando o sentimento de que o mercado ainda tenta reprecificar riscos e oportunidades. O Ethereum avançou até a região de US$ 3.160, enquanto XRP subiu cerca de 3% acima de US$ 2,10, preservando o ritmo acelerado de janeiro. A Solana se estabilizou em US$ 136, e a Dogecoin liderou entre as grandes, acumulando alta semanal de 17% mesmo com leve correção no intraday.
Pressão sobre vendedores dispara após Us$ 260 milhões em liquidações
No mercado de derivativos, a reação foi imediata. As liquidações ultrapassaram US$ 260 milhões em 24 horas, e vendedores a descoberto (shorts) responderam por US$ 200 milhões desse total. O movimento expôs um posicionamento amplamente pessimista que ficou vulnerável diante do salto repentino de preços.
Nas quatro horas mais intensas do pregão, mais de US$ 121 milhões em shorts foram eliminados, contra menos de US$ 9 milhões em posições compradas. Mesmo assim, dados da HyperDash mostraram que, na Hyperliquid, 54,4% das liquidações ainda vinham de shorts, um sinal claro de que parte do mercado insistiu em operar contra a tendência.
Esse desmonte acelerado de posições reforçou a pressão de compra técnica e ajudou o Bitcoin a testar, ainda que brevemente, a barreira dos US$ 93.000.
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Rally acompanha commodities e bolsas asiáticas
O avanço das criptomoedas ocorreu em sintonia com ativos de risco globais. Índices asiáticos renovaram recordes, impulsionados por ações de tecnologia e pelo otimismo com a continuidade do ciclo de investimentos em IA. Já o ouro voltou a superar US$ 4.400, enquanto a prata registrou valorização ainda maior.
O petróleo Brent oscilou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, mas se estabilizou depois da sinalização do governo americano de que não pretende avançar com intervenção militar ampla caso a liderança interina coopere com Washington.
Para Jeff Mei, COO da BTSE, o comportamento do mercado reflete uma busca clara por assimetrias. “No início do ano, os traders estão entrando para explorar ineficiências de preço, já que as criptomoedas continuam longe de suas máximas, enquanto ações e metais seguem em topos históricos.”
O clima permanece instável, mas o mercado parece disposto a testar novos patamares caso o fluxo comprador se mantenha especialmente se o BTC conseguir superar de forma consistente a região dos US$ 90.000.

