O Bitcoin despencou para US$ 81.900 nesta sexta-feira (30), movimento que liquidou aproximadamente US$ 1,7 bilhão em posições alavancadas em derivativos nas últimas 24 horas. A queda representou recuo de 6,8% no dia, com volume negociado acima de US$ 48 bilhões, sinalizando um evento clássico de desalavancagem forçada. O movimento ocorre em meio a um canal de baixa ativo desde 13/01, apesar da tendência primária ainda positiva desde dezembro de 2025.
Antes da queda, o BTC negociava próximo de US$ 87.900, região que vinha funcionando como suporte intermediário, mas que foi rompida com força durante o aumento da pressão vendedora. O preço segue bem abaixo da máxima histórica de US$ 126.073 registrada em 06/10/2025, ampliando o sentimento defensivo no mercado. Para investidores brasileiros, o impacto é direto em exchanges locais, onde o uso de alavancagem em contratos perpétuos segue elevado.
O que causou a liquidação em massa no Bitcoin?
Liquidações acontecem quando traders alavancados não conseguem manter margem suficiente após um movimento adverso de preço. Com a perda do suporte em US$ 86.000, ordens automáticas de venda foram acionadas em cascata, acelerando a queda até a mínima intradiária de US$ 81.900. Esse tipo de movimento costuma ampliar a volatilidade no curto prazo, mesmo sem uma mudança estrutural imediata nos fundamentos.
No gráfico de 4 horas, o RSI opera entre 45 e 50, indicando que o ativo não entrou em região de sobrevenda, mas já apresenta divergência de baixa. A média móvel de 50 períodos segue inclinada para baixo, enquanto a 200 períodos perdeu força desde 26/01, formando uma Cruz da Morte técnica — sinal clássico de enfraquecimento de momentum. A volatilidade de 30 dias está em 2,76%, com apenas 50% dos dias fechando em alta.
Pressão institucional e sinais on-chain aumentam cautela
Além da alavancagem excessiva, o mercado sente o efeito de saídas de ETFs pressionam o BTC, reduzindo a demanda institucional no curto prazo. Esses fluxos negativos tendem a pesar especialmente em momentos de fragilidade técnica, como o atual. Para o investidor brasileiro, isso reforça a necessidade de atenção redobrada ao gerenciamento de risco.
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No campo on-chain, dados recentes apontam aumento do supply de Bitcoin em exchanges, métrica que costuma indicar maior disposição para venda. Ao mesmo tempo, grandes carteiras reduziram exposição, movimento interpretado como proteção e não necessariamente capitulação. Esse conjunto de sinais se soma ao alerta on-chain no Bitcoin observado após a perda da região de US$ 90.000.
Quais níveis técnicos importam agora?
O suporte imediato está na faixa entre US$ 80.600 e US$ 82.000, região que segurou o preço durante a mínima do dia. Uma perda consistente desse nível pode abrir espaço para testes mais profundos, enquanto a recuperação exige fechamento acima de US$ 86.000 para aliviar a pressão. A principal resistência segue entre US$ 90.000 e US$ 95.000, zona que concentra forte oferta.
Apesar do cenário de curto prazo mais frágil, vale lembrar que o Bitcoin ainda acumula alta relevante no acumulado do ano e mantém fundamentos estruturais intactos. O contraponto é que, enquanto a alavancagem não for limpa e os fluxos institucionais não estabilizarem, o mercado tende a permanecer volátil. Para acompanhar a leitura diária do mercado, o investidor pode observar como o BTC recua com pressão macro e reage aos próximos dados.

