Grandes investidores de XRP intensificaram a acumulação enquanto o varejo reduziu exposição após a correção de janeiro, movimento que ocorre com o token negociado próximo de US$1,90. No mês, o preço oscilou entre US$1,84 e US$2,40 antes de recuar, acompanhando a queda do Bitcoin para US$75.200, mínima desde abril de 2025. O pano de fundo é um mercado cripto pressionado por saídas institucionais e aversão a risco global.
Em termos semanais, o XRP cai 6,8%, enquanto o volume médio diário recuou para cerca de US$3,1 bilhões, 22% abaixo da média de dezembro. Ainda assim, dados on-chain indicam comportamento assimétrico: baleias compram enquanto investidores menores vendem, padrão recorrente em fases de fundo do ciclo.
O que está por trás da divergência entre baleias e varejo?
Endereços com mais de 10 milhões de XRP aumentaram posições em cerca de 2,4% nas últimas três semanas, enquanto carteiras com menos de 100 mil tokens reduziram saldo, refletindo medo de novas quedas. Essa dinâmica aparece após a queda recente do XRP, quando liquidações forçaram saídas no mercado futuro.
Do ponto de vista técnico, o RSI diário está em 42, abaixo da zona neutra, sugerindo enfraquecimento do momentum vendedor. O MACD segue negativo, mas o histograma mostra perda de força, sinal clássico de possível consolidação antes de novo movimento direcional.
Acumulação em suporte pode abrir espaço para recuperação?
O XRP testa suporte relevante em US$1,85, nível defendido três vezes desde novembro. A média móvel de 200 dias passa em US$1,78, último bastião antes de um cenário mais bearish, enquanto a resistência imediata está em US$2,05; acima dela, o alvo técnico se desloca para US$2,40.
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Métricas como dados on-chain do XRP mostram leve alta no open interest, sugerindo que players sofisticados começam a montar posições. Para investidores brasileiros, isso ocorre em paralelo à queda do BTC/BRL de R$415.500 para R$404.594, reforçando que o movimento é sistêmico, não isolado do XRP.
Quais riscos ainda podem frustrar o cenário?
O principal contra-argumento vem do fluxo institucional. ETFs de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$278 milhões em janeiro, bem abaixo dos US$3,48 bilhões de novembro, sinalizando menor apetite por risco. Em ambientes assim, altcoins tendem a sofrer mais, já que o mercado segue o Bitcoin como referência quase única.
Além disso, apesar do crescente interesse institucional no XRP, não há catalisador regulatório imediato que sustente uma alta consistente no curto prazo. Sem rompimento claro de US$2,05 com volume, o ativo pode seguir lateralizado.
Em síntese, a acumulação de baleias perto de US$1,90 sugere leitura de valor em níveis atuais, mas o cenário permanece frágil e dependente do comportamento do Bitcoin. Para traders brasileiros, o momento pede gestão de risco: observar suporte em US$1,85 e reação do BTC pode definir se o movimento atual é fundo de mercado ou apenas mais uma pausa antes de novas quedas.

