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Baleia move quase US$ 120 mi em XRP para a Coinbase e reacende pressão vendedora

Baleia move quase US$ 120 mi em XRP para a Coinbase e reacende pressão vendedora
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O XRP voltou ao centro das atenções no radar on-chain: uma carteira identificada pelo endereço rMWqYat3nJXSLoyqB5tUsfYp6KLgoMHXTN – com histórico de 12 depósitos provenientes dos releases de escrow da Ripple desde o quarto trimestre de 2024, o que a classifica como um custodiante institucional – transferiu 89.828.700 XRP, equivalentes a aproximadamente US$ 119 milhões (cerca de R$ 714 milhões ao câmbio atual de R$ 6,00), para um endereço associado à Coinbase, passando por uma carteira intermediária. O movimento foi rastreado pela plataforma Whalealert.io e confirmado por dados do explorador Bithomp, que aponta um saldo remanescente de 234,1 milhões de XRP – aproximadamente US$ 311 milhões (cerca de R$ 1,87 bilhão) – ainda em custódia na carteira de origem.

A pergunta que domina as mesas de operação é clara: esse carregamento de quase R$ 715 milhões em XRP para a maior exchange dos Estados Unidos representa o prelúdio de uma liquidação institucional que pode pressionar o preço para novas mínimas – ou é apenas um reposicionamento de custódia que não gera, na prática, nenhum impacto real sobre a oferta circulante?

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O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, imagine que um grande atacadista do interior de São Paulo decide carregar três caminhões frigoríficos e mandá-los direto para a Ceagesp em São Paulo. Quando esse carregamento chega na central de distribuição, o mercado entende uma coisa: o produto saiu do armazém controlado e está pronto para ser vendido. Não significa que o preço vai despencar na hora – mas significa que a oferta está ali, disponível, ao alcance de qualquer comprador ou vendedor. O mesmo raciocínio se aplica ao on-chain.

Na mecânica das criptomoedas, ativos mantidos em self-custody – em carteiras privadas, fora de exchanges – são considerados inativos do ponto de vista do mercado de curto prazo. Quando esses ativos migram para um endereço de depósito de uma exchange centralizada, eles se tornam imediatamente líquidos e negociáveis. O simples ato de mover o token para a plataforma já é o primeiro passo logístico de qualquer venda ou rebalanceamento. O sinal precede o impacto no preço – e é justamente por isso que traders institucionais monitoram esses fluxos em tempo real.

Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o padrão de movimentação de baleias em direção a exchanges e os sinais que esses fluxos emitem sobre intenção de venda, esse comportamento é recorrente entre grandes detentores e precede, com frequência, episódios de volatilidade de curto prazo. A distinção crucial, porém, é que movimentação on-chain não é venda confirmada – é apenas pré-posicionamento logístico. O impacto real depende do que acontece depois.

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O que os dados on-chain revelam?

  • “O CARREGAMENTO PRINCIPAL” – Volume total transferido: 89.828.700 XRP, avaliados em aproximadamente US$ 119 milhões (cerca de R$ 714 milhões). A transação partiu da carteira rMWqYat3nJXSLoyqB5tUsfYp6KLgoMHXTN, passou pela intermediária rwnYLUsoBQX3ECa1A5bSKLdbPoHKnqf63J e chegou ao endereço da Coinbase identificado como rRmgo6NW1W7GHjC5qEpcpQnq8NE74ZS1P. O uso de uma carteira intermediária é um padrão típico de operações institucionais que buscam segmentação de fluxos antes da liquidação ou custódia em exchange.
  • “A RESERVA ESTRATÉGICA” – A carteira de origem ainda mantém um saldo remanescente de 234,1 milhões de XRP, equivalentes a aproximadamente US$ 311 milhões (cerca de R$ 1,87 bilhão), segundo dados do explorador Bithomp. O histórico de 12 depósitos oriundos dos releases de escrow da Ripple desde o quarto trimestre de 2024 indica que se trata de um custodiante institucional – provavelmente uma contraparte que recebe tokens diretamente da estrutura de vesting da Ripple.
  • “O PADRÃO RECORRENTE” – Em fins de março de 2026, a mesma carteira já havia executado duas saídas menores, totalizando 45 milhões de XRP para exchanges, coincidindo com uma queda de 15% no preço do ativo. Nos últimos seis meses, baleias de XRP acumularam mais de 500 milhões de tokens enviados a exchanges centralizadas, segundo análises do XRPL, criando um padrão de correlação entre grandes inflows e episódios de volatilidade de curto prazo.
  • “A COMPORTA DE CUSTÓDIA” – Dados da Arkham Intelligence indicam que o endereço de depósito da Coinbase de destino registrou US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões) em entradas de XRP nos últimos 90 dias – mas 68% desse volume foi retirado em menos de 48 horas, sugerindo que o uso predominante é de custódia institucional e processamento OTC, não liquidação direta no livro de ordens.
  • “A PRESSÃO ACUMULADA” – O fornecimento on-chain de XRP em exchanges subiu 8,2% desde 1º de março de 2026, chegando a 4,1 bilhões de tokens, segundo métricas do Glassnode. Esse aumento coincide com uma elevação de 22% nas posições vendidas abertas nos futuros de XRP na Binance, o que indica que parte do mercado já está se posicionando para capturar uma eventual queda.
  • “O PREÇO NO MOMENTO DA TRANSFERÊNCIA”XRP estava sendo negociado a aproximadamente US$ 1,33 (cerca de R$ 7,98) no momento da transação, praticamente estável nas últimas 24 horas, mas acumulando queda superior a 60% em relação ao pico do verão de 2025. O ativo opera em território tecnicamente deprimido, sem catalisador de alta claro no horizonte imediato.

Em conjunto, os dados desenham um quadro de pressão estrutural crescente: uma carteira institucional com ligação direta ao escrow da Ripple está liquidando posições de forma gradual, o volume em exchanges sobe consistentemente, e as posições vendidas aceleram. A narrativa de “só custódia” encontra respaldo nos dados históricos de retirada rápida da Coinbase – mas ignorar o tamanho e a frequência crescente desses inflows seria um erro analítico.

O que muda na estrutura do mercado?

O primeiro efeito é imediato e logístico: 89,8 milhões de XRP – um volume que representa aproximadamente 3,5% do giro diário médio global do ativo – estão agora posicionados para execução em uma das maiores plataformas de liquidez do mundo. Se a intenção for venda via livro de ordens, o volume seria suficiente para absorver a liquidez rasa nos níveis atuais e pressionar o preço com relevância. Se a rota for OTC, o impacto direto no preço spot é atenuado, mas o sinal ainda pesará sobre o sentimento do mercado.

O segundo efeito é estrutural: o aumento consistente do fornecimento de XRP em exchanges desde março de 2026, somado ao crescimento das posições vendidas em futuros, cria um ambiente onde qualquer notícia negativa pode deflagrar uma cascata de liquidações. A oferta flutuante está aumentando enquanto a demanda permanece estagnada – uma assimetria que raramente termina bem para os detentores de longo prazo no curto prazo.

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O terceiro efeito é narrativo: em mercados de criptomoedas, percepção é realidade operacional. Mesmo que a totalidade dos 89,8 milhões de XRP seja destinada a custódia ou rebalanceamento OTC, o alerta circulará em todos os canais de monitoramento, será interpretado como pressão vendedora pela maioria dos traders de varejo, e pode gerar saídas preventivas que materializam exatamente o movimento que o original talvez não pretendesse causar. O analista ZachXBT postou no X que considera o movimento “clássico reposicionamento de baleia antes de volatilidade”, alertando que inflows dessa magnitude para exchanges precederam quedas de 10% a 15% no XRP em 70% dos casos observados no último ano.

A opinião editorial do CriptoFácil sobre este movimento é direta: a combinação de inflow institucional de grande porte, aumento de 8,2% no fornecimento em exchanges e crescimento de 22% nas posições vendidas nos futuros configura um ambiente de pressão vendedora real – não apenas percebida. O fato de 68% dos inflows históricos nesse endereço da Coinbase terem sido retirados em 48 horas atenua o alarme, mas não o neutraliza. O risco assimétrico está para o lado vendedor enquanto esses dados não se reverterem.

Quais níveis técnicos importam agora?

  • “O Teto de Vidro”US$ 1,40 (aproximadamente R$ 8,40): resistência imediata onde se concentra a maioria das ordens de venda programadas e onde os shorts abertos nos futuros têm stop-loss posicionado. Uma recuperação acima desse nível com volume superior à média de 20 dias indicaria absorção efetiva do inflow e inversão do sentimento de curto prazo. Sem esse gatilho, o nível funciona como teto operacional.
  • “O Piso de Concreto”US$ 1,20 (aproximadamente R$ 7,20): suporte técnico construído ao longo das últimas seis semanas, onde compradores institucionais demonstraram interesse em acumulação. Uma quebra abaixo desse nível em fechamento diário sinalizaria capitulação estrutural e abriria caminho para os próximos alvos de queda.
  • “O Ímã de Liquidez”US$ 1,10 (aproximadamente R$ 6,60): zona de liquidez densa onde contratos de futuros com alavancagem alta têm posições de liquidação concentradas, segundo dados de open interest do mercado de derivativos. Uma vez rompido o piso de US$ 1,20, esse nível funciona como o próximo ponto de atração para o preço.
  • “O Alçapão”US$ 1,00 (aproximadamente R$ 6,00): nível psicológico e técnico que, se atingido, redefiniria completamente a narrativa do XRP pós-resolução do processo da SEC. Uma quebra abaixo de US$ 1,00 representaria queda superior a 70% desde o pico de 2025 e poderia deflagrar saídas em pânico de detentores de varejo.
  • “A Comporta”US$ 1,33 (aproximadamente R$ 7,98): o preço atual, que funciona como pivô de curto prazo. Manutenção acima desse nível nas próximas 48 horas, com o inflow da Coinbase sendo absorvido sem ruptura do suporte de US$ 1,20, seria o primeiro sinal de que o mercado digere o movimento sem pânico.

Como sempre, o volume será o árbitro final. Se o giro diário do XRP nas próximas 48 horas superar a média de 20 dias em pelo menos 30% com o preço sustentado acima de US$ 1,33, o mercado terá demonstrado capacidade real de absorção. Caso o volume encolha e o preço ceda, a ausência de demanda confirmará o cenário de pressão vendedora.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Efeito BRL – A Camada Dupla de Risco

O investidor brasileiro que detém XRP está exposto a dois vetores simultâneos de variação: o preço do ativo em dólar e a cotação do dólar frente ao real. Com o XRP a US$ 1,33 e o câmbio a R$ 6,00, cada token vale aproximadamente R$ 7,98. Se o XRP recuar 10% em dólar – para US$ 1,20 – e o dólar simultaneamente subir 3% frente ao real – para R$ 6,18 -, o valor em reais por token cairia para R$ 7,42, uma perda efetiva de 7% em BRL, menor do que a queda em USD graças ao hedge cambial natural. No sentido inverso, uma queda do dólar amplifica as perdas em real. Essa assimetria precisa ser incorporada ao cálculo de risco de qualquer posição em XRP para o investidor doméstico. Plataformas como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil já oferecem negociação de XRP com liquidação em reais, simplificando o acesso mas não eliminando a exposição cambial.

Acesso Prático – Onde Negociar no Brasil

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O XRP está listado nas principais exchanges brasileiras regulamentadas, incluindo Mercado Bitcoin, Foxbit e na versão brasileira da Binance. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao reportar o movimento de saída de XRP da Binance como sinal estratégico de grandes detentores, a direção dos fluxos de XRP entre carteiras e exchanges oferece informações relevantes sobre o posicionamento dos grandes players. Para o investidor de varejo, a recomendação é monitorar o preço nas plataformas nacionais com atenção ao spread entre o mercado brasileiro e o internacional – diferenças acima de 1,5% podem indicar janelas de arbitragem ou iliquidez local.

Obrigações Fiscais – O que a Lei Exige

A Lei 14.754/2023 e a Instrução Normativa 1.888 da Receita Federal regulamentam a tributação de criptoativos no Brasil. Vendas mensais de XRP – e qualquer outro criptoativo – abaixo de R$ 35.000 são isentas de imposto de renda. Acima desse threshold, incidem alíquotas progressivas de 15% a 22,5% sobre o ganho de capital, com o pagamento via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação. É imprescindível o registro de todas as transações, incluindo o custo de aquisição em reais na data da compra. A recomendação do CriptoFácil é sempre consultar um contador especializado em criptoativos para adequação fiscal – a Receita Federal tem aumentado o escrutínio sobre movimentações em exchanges desde 2024.

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Para o investidor de longo prazo, o contexto atual favorece a estratégia de DCA (compra periódica em valor fixo) ao invés de aportes concentrados próximos a eventos de pressão vendedora. Alavancagem neste contexto não é estratégia – é roleta: com o open interest de shorts crescendo 22% e um inflow de quase R$ 715 milhões na Coinbase sem resolução clara, qualquer posição alavancada comprada está exposta a um risco de liquidação assimétrico.

Riscos e o que observar

  • “O Risco da Venda em Cascata” – Se o XRP romper o suporte de US$ 1,20 (R$ 7,20) em fechamento diário, contratos de futuros alavancados com liquidação programada nessa zona ativarão uma sequência de stop-loss automáticos que pode amplificar a queda muito além do volume original da baleia. Com 22% de crescimento nas posições vendidas nos futuros da Binance desde março, o combustível para essa cascata já está no mercado. Gatilho a monitorar: fechamento diário abaixo de US$ 1,20 com volume acima de 150% da média de 20 dias.
  • “O Risco do Contágio Bitcoin” – O XRP mantém correlação histórica elevada com o Bitcoin em momentos de estresse de mercado. Se o BTC – que saiu das mínimas do fim de semana, parcialmente influenciado por notícias geopolíticas envolvendo o Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos – retomar a pressão vendedora, o XRP tende a amplificar os movimentos negativos do mercado mais amplo. Gatilho a monitorar: Bitcoin abaixo de US$ 78.000 (aproximadamente R$ 468.000) com correlação de 30 dias acima de 0,75 no par XRP/BTC.
  • “O Risco do Escrow da Ripple” – A Ripple desbloqueou 1 bilhão de XRP de seu escrow em 1º de abril de 2026, com 200 milhões roteados para carteiras institucionais semelhantes à de origem desta transferência. O próximo unlock programado é em 1º de maio de 2026, e caso a Ripple coloque mais tokens em circulação pelo mesmo canal, a pressão de oferta se intensificará. Gatilho a monitorar: qualquer transação de saída de escrow da Ripple superior a 300 milhões de XRP com destino a endereços de exchange nas 72 horas seguintes ao unlock de maio.
  • “O Risco do Sinal Já Precificado” – Existe a possibilidade de que o mercado já tenha incorporado a pressão vendedora ao preço atual, dado que o XRP está flat nas últimas 24 horas apesar do inflow massivo. Se os 89,8 milhões de XRP forem destinados a custódia ou OTC – como sugere o histórico de 68% de retiradas em 48 horas no endereço da Coinbase -, o alerta se dissolve sem impacto real, e o mercado pode interpretar a resiliência do preço como sinal de força. Gatilho a monitorar: preço de XRP acima de US$ 1,40 (R$ 8,40) nas próximas 48 horas com o endereço de destino da Coinbase não registrando vendas significativas no livro de ordens, segundo dados do painel da Arkham Intelligence.
  • “O Risco Macro de Abril” – A decisão sobre juros do Federal Reserve em 22 de abril de 2026 pode redefinir o apetite por risco global. Taxas mais altas historicamente pressionam ativos especulativos como o XRP, e qualquer sinalização hawkish do Fed num ambiente de incerteza geopolítica – com o bloqueio americano do Estreito de Ormuz elevando a tensão – pode ser o catalisador externo que transforma o inflow da baleia em pressão vendedora concreta. Gatilho a monitorar: Fed Funds Rate mantida ou elevada em 22 de abril com linguagem que descarte cortes para o segundo semestre de 2026.

O cenário das próximas 72 horas

O cenário é binário: se os 89,8 milhões de XRP transferidos para a Coinbase forem absorvidos via custódia ou OTC sem pressionar o livro de ordens, o preço se mantiver acima de US$ 1,33 (R$ 7,98) nas próximas 72 horas com volume estável, e o saldo remanescente de 234,1 milhões de XRP na carteira original permanecer em self-custody sem novas movimentações, o mercado lerá o evento como um rebalanceamento pontual sem implicações estruturais – e o XRP terá demonstrado resiliência suficiente para tentar um teste na resistência de US$ 1,40 (R$ 8,40), com potencial de recuperação gradual em direção à faixa de US$ 1,55 (R$ 9,30) caso o sentimento macroeconômico melhore com resolução diplomática no cenário geopolítico; caso contrário, se o endereço da Coinbase começar a registrar saídas significativas para o livro de ordens, o suporte de US$ 1,20 (R$ 7,20) for rompido em fechamento diário, as posições vendidas nos futuros da Binance acelerarem, e o unlock do escrow da Ripple em maio adicionar nova oferta ao mercado já pressionado, o XRP poderá deslizar em direção ao US$ 1,10 (R$ 6,60) num primeiro movimento, com o nível psicológico de US$ 1,00 (R$ 6,00) tornando-se o próximo destino natural antes de qualquer estabilização.

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