O token XRP enfrenta um momento de forte correção, sendo negociado atualmente na faixa de US$ 1,56 (cerca de R$ 9,00), o que representa uma queda expressiva de 57% em relação ao seu pico de US$ 3,65 registrado em julho de 2025. O movimento de baixa acompanha a fraqueza do Bitcoin, que agora opera abaixo de US$ 75.000, pressionando o mercado de altcoins e testando a paciência dos investidores brasileiros.
Apesar de fundamentos aparentemente positivos, como o lançamento de ETFs com fluxos de entrada de US$ 1,3 bilhão e a expansão da Ripple em Singapura, o preço não sustentou os patamares anteriores. Indicadores técnicos sugerem que a volatilidade aumentou, e o fracasso em manter o suporte de US$ 2,36 abriu caminho para testes em níveis mais baixos. Esse comportamento reflete uma divergência interessante no mercado, onde baleias acumulam XRP enquanto o varejo vende, tentando antecipar o fundo do poço.
O que explica a pressão vendedora atual?
Em termos simples, o mercado está sofrendo de “esgotamento de catalisadores”. As grandes notícias que impulsionaram o ativo anteriormente—como a conclusão do processo da SEC e o lançamento da stablecoin RLUSD—já foram precificadas. Na prática, investidores que compraram no rumor agora estão realizando lucros, e a falta de novos incentivos imediatos deixa o preço vulnerável a correções macroeconômicas mais amplas.
Além disso, o mercado de derivativos tem desempenhado um papel crucial na queda. Dados recentes mostram que cerca de US$ 6 bilhões em posições alavancadas foram eliminadas desde o início do ano no mercado cripto geral. O XRP não ficou imune, sofrendo com cascatas de liquidação que aceleram os movimentos de baixa. Esse cenário lembra eventos recentes onde o XRP despencou e gerou milhões em liquidações, reforçando a sensibilidade do token a alavancagem excessiva.
Até onde o preço pode cair no curto prazo?
Análises técnicas apontam para cenários de cautela. Se a pressão de venda continuar, o XRP poderia testar suportes na região de US$ 0,80 (aproximadamente R$ 4,60), com um cenário de “pior caso” situado em US$ 0,53. A perda do nível psicológico de US$ 1,50 pode desencadear uma busca por liquidez em patamares não vistos desde a queda de outubro, conforme apontam previsões de preço do XRP para o período.
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No entanto, uma visão mais realista para os próximos 3 a 6 meses sugere uma consolidação. Analistas acreditam que o preço pode tentar se estabilizar entre US$ 1,00 e US$ 1,25 antes de definir uma nova tendência. Esse movimento lateral está alinhado com o ciclo de rotação de capital, onde investidores buscam segurança em meio à incerteza, um fenômeno detalhado em análises sobre a rotação de altcoins para Bitcoin durante períodos de aversão ao risco.
Quais são os riscos e o cenário de recuperação?
O principal risco para quem aposta na alta imediata é a continuidade da saída de capital institucional. Movimentos recentes de grandes gestoras indicam uma reavaliação de portfólio, como visto quando a Grayscale reduz exposições em fundos de XRP e Solana, sinalizando cautela no curto prazo. Para uma reversão de tendência, o XRP precisaria reconquistar o suporte de US$ 1,77 e atrair volume orgânico, desvinculado apenas de especulação sobre notícias.
Por outro lado, o cenário de longo prazo ainda mantém defensores. Especialistas observam que, historicamente, o XRP tende a ter desempenho inferior em bull markets explosivos, mas pode apresentar picos súbitos durante correções do Bitcoin. Analistas de mercado sugerem que a consolidação atual pode servir como base para um rali futuro, caso as condições macroeconômicas melhorem no segundo semestre de 2026.
Em síntese, o cenário exige cautela redobrada. O nível de US$ 1,25 (R$ 7,20) deve atuar como um divisor de águas crucial para os traders brasileiros. A recomendação predominante é monitorar a gestão de risco e evitar alavancagem excessiva enquanto o mercado busca um novo equilíbrio de preços.

