O investimento em criptomoedas ainda possui um problema sem solução definitiva: a guarda segura dos criptoativos.
Para grande parte dos entusiastas de criptomoedas, é difícil confiar em qualquer uma das carteiras de criptomoedas atuais.
Assim, devido à dificuldade de rastrear criptomoedas roubadas, os criminosos continuam inventando maneiras diferentes para roubá-las dos investidores.
Agora, um malware ativo desde 2018 está preocupando a criptoesfera devido à agressividade do vírus.
O KriptoCibule, que foi o nome dado pela ESET – empresa de segurança cibernética – existe desde 2018.
Até o momento, o malware tem atacado computadores localizados na República Tcheca e na Eslováquia. No entanto, nada impede que ele se espalhe para os outros cantos do mundo.
Na imagem, a ESET retrata a linha do tempo do malware:
Conforme se observa, o malware apresentou uma evolução rápida no passar dos meses. Isso indica que os desenvolvedores do malware estão aprimorando o seu funcionamento durante o ano de 2020.
Além disso, a origem da maioria das infecções provém do acesso ao uloz.to, que é um site de compartilhamento de torrents popular no leste europeu.
Os investidores de criptomoedas possuem uma preocupação a mais na hora de guardar o seu investimento.
Isso porque, de acordo com a ESET, o KryptoCibule possui três linhas de ataque:
Apesar de as infecções ocorrerem no leste europeu, ele pode avançar para o restante do mundo.
Os arquivos torrent são P2P (peer-to-peer ou pessoa a pessoa), portanto, podem ser hospedados por usuários de qualquer parte do mundo.
É importante destacar que o vírus utiliza servidores hospedados na dark web para manter o controle dos computadores infectados.
Finalmente, é importante que os investidores de criptomoedas evitem o download de arquivos torrent no computador, a fim de evitar a infecção pelo KryptoCibule e outros malwares.
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