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Altcoins como Solana e Dogecoin caem para níveis não vistos há anos

Altcoins como Solana e Dogecoin caem
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A Solana (SOL) despencou 7% para ser negociada abaixo de US$ 84, enquanto a Dogecoin (DOGE) recuou mais de 10% para o nível de US$ 0,09 nas últimas 24 horas. O movimento reflete uma liquidação severa que retirou US$ 1,46 bilhão do mercado, à medida que o Bitcoin registra novas mínimas no ciclo atual, arrastando todo o ecossistema cripto junto consigo.

O cenário é de aversão ao risco generalizada. Com a capitalização total do mercado encolhendo para US$ 2,35 trilhões — uma queda impressionante de 46,6% desde o pico histórico de outubro de 2025 —, o sentimento de medo domina. Altcoins que brilharam no ciclo passado agora revisitam preços não vistos desde 2024, confirmando uma tendência de mínimas históricas para diversos ativos.

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O que explica essa pressão vendedora?

A correlação intensa com o Bitcoin continua sendo o principal motor dessas quedas. Segundo Devin Ryan, diretor de pesquisa da Citizens Capital Markets, o mercado de altcoins não conseguiu descolar do desempenho do Bitcoin, que enfrenta ventos macroeconômicos contrários, incluindo incertezas geopolíticas e dúvidas sobre o Federal Reserve. Dados da CoinGlass mostram que mais de 305 mil traders foram liquidados em um único dia, exacerbando a espiral de baixa.

Em termos simples, quando o Bitcoin cai, ele drena a liquidez das altcoins de forma agressiva. Analistas apontam que a rotação de capital, típica de mercados em alta, cessou, dando lugar a uma fuga para a segurança ou para moedas fiduciárias. Uma análise recente sobre a rotação de capital entre Bitcoin e altcoins sugere que, sem um catalisador claro, a dependência direcional permanece alta, punindo ativos de maior volatilidade como SOL e DOGE.

Como isso afeta níveis técnicos importantes?

Para a Solana, a perda do suporte de US$ 90 é crítica. Negociada agora na faixa de US$ 83-84, a criptomoeda retorna a patamares de janeiro de 2024. Investidores brasileiros devem notar que, apesar da tecnologia escalável, o preço está perigosamente próximo de zonas de suporte mais profundas. Análises técnicas já alertavam para um padrão baixista na Solana, que poderia levar o ativo a testar níveis ainda inferiores se a pressão do Bitcoin persistir. Projeções atuais indicam que a recuperação para a faixa de US$ 100 pode enfrentar forte resistência no curto prazo.

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Para a Dogecoin, a queda para US$ 0,09 apaga meses de consolidação. Embora analistas da Changelly prevejam uma estabilização média em torno de US$ 0,119 para fevereiro de 2026, o preço atual desafia a confiança dos detentores de longo prazo. O mercado mostra-se impiedoso e seletivo; dados recentes indicam uma concentração de lucros, onde apenas uma pequena parcela das altcoins registrou ganhos reais no último ano, deixando a maioria dos investidores de varejo no prejuízo.

Quais são os riscos e cenários possíveis?

O principal risco no horizonte é a capitulação contínua caso o Bitcoin não encontre um fundo sólido. Se o suporte psicológico de mercado falhar, altcoins como a Chainlink (LINK), que já apagou todos os ganhos desde outubro de 2023, podem liderar uma nova perna de baixa. Por outro lado, o cenário fundamentalista de longo prazo para Solana, focado em alta capacidade de processamento, mantém analistas com previsões médias acima de US$ 90 para o fechamento mensal, sugerindo que o nível atual pode ser uma zona de sobrevenda.

Em síntese, o momento exige cautela extrema e controle de alavancagem. O mercado cripto brasileiro, altamente exposto a Solana e memecoins, deve monitorar de perto a correlação com o Bitcoin nos próximos dias. Níveis abaixo de US$ 80 para SOL e US$ 0,08 para DOGE poderiam invalidar teses de recuperação rápida, exigindo uma estratégia defensiva até que a volatilidade diminua.

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