O Altcoin Season Index do CoinMarketCap caiu para 25 pontos nesta semana, sinalizando oficialmente um período prolongado de dominância do Bitcoin no mercado cripto. No mesmo intervalo, o Bitcoin (BTC) manteve-se negociado próximo de US$ 92.950, com alta de 1,8% em 24h e dominância entre 58% e 61% do valor total do mercado. O movimento ocorre em meio à entrada consistente de capital institucional via ETFs de Bitcoin e à consolidação do BTC como principal ativo de risco do setor.
O que o Índice de Altcoin Season mede na prática?
O Índice de Altcoin Season compara o desempenho do top 100 de criptomoedas (excluindo stablecoins e tokens wrapped) com o Bitcoin nos últimos 90 dias. Leituras acima de 75 indicam altseason, enquanto valores abaixo disso apontam para uma “Bitcoin season”. Com o índice em 25, apenas cerca de 25% das principais altcoins superam o BTC no período.
Em termos simples, o dado mostra para onde o capital está fluindo. Para investidores brasileiros, isso ajuda a calibrar risco: historicamente, carteiras muito expostas a altcoins tendem a performar pior quando o índice permanece abaixo de 30 por várias semanas.
Domínio do Bitcoin reflete força técnica e institucional
Além da métrica do índice, os indicadores técnicos reforçam o cenário pró-Bitcoin. No gráfico diário, o BTC opera acima das médias móveis de 50 e 200 dias, com RSI em 61 pontos, indicando força sem sobrecompra. O MACD segue positivo, com histograma crescente, sugerindo manutenção do momentum.
No mercado à vista, o volume diário do Bitcoin supera US$ 32 bilhões, enquanto muitas altcoins registram queda de liquidez. Esse desequilíbrio está ligado à preferência institucional: segundo dados citados pelo Finance Yahoo, ETFs de Bitcoin continuam concentrando a maior parte das entradas líquidas em 2025 e início de 2026.
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Como esse cenário afeta altcoins e investidores?
Um índice baixo não significa que todas as altcoins estão em queda, mas que a maioria perde para o BTC em performance relativa. Setores específicos, como soluções de escalabilidade ou protocolos com forte atividade on-chain, conseguem se destacar pontualmente, mas não o suficiente para puxar o mercado como um todo.
Para quem investe no Brasil, o recado é gestão de alocação. Em ciclos anteriores, períodos de forte dominância do Bitcoin antecederam rotações relevantes, mas apenas após o BTC entrar em consolidação. Enquanto isso não ocorre, estratégias focadas em Bitcoin ou em poucas altcoins com fundamentos sólidos tendem a apresentar menor volatilidade.
Quais são os riscos desse diagnóstico?
O Altcoin Season Index é um indicador atrasado, pois confirma tendências já em curso. Mudanças rápidas de narrativa — como upgrades relevantes ou melhora macroeconômica global — podem acelerar uma rotação para altcoins antes que o índice reaja.
Além disso, leituras históricas mostram que o índice já esteve em 12 pontos em meados de 2025 e depois se recuperou parcialmente. Segundo análise do KuCoin, oscilações entre 20 e 30 ainda caracterizam um mercado amplamente dominado pelo BTC, mas com sinais iniciais de seletividade.
Em síntese, o Altcoin Season Index em 25 reforça que o mercado segue em modo defensivo, com o Bitcoin como principal destino do capital. Para investidores brasileiros, acompanhar esse indicador junto de métricas técnicas e on-chain ajuda a identificar o momento certo de aumentar risco, evitando antecipar uma altseason que, pelos dados atuais, ainda não começou.

